02/02/2018 às 11:58

O professor, O Delegado e o Livro de Ester


Miguel Lucena
Muito conhecido,  e diga-se de passagem útil a todos, no meio evangélico, O Livro de Ester, traz profundos conhecimentos sobre resiliência, abnegação, coragem e claro, fé.
Mas você deve estar se perguntando o que nossos personagens tem a ver com o texto bíblico. Conta-se ali entre outras narrativas, a trama de Hamã, conselheiro do Rei Assuero para eliminar um desafeto, Mardoqueu.  

Hamã constrói uma forca de 25 metros para pendurar Mardoqueu. Incomodado a noite por uma insônia o Rei consulta seu livro de crônicas e ali constata que um homem chamado Mardoqueu, ao denunciar uma conspiração salvou a vida do Rei. Quando Hamã tenta com sua influência induzir o Rei a dar a ordem capital contra Mardoqueu , eis que o Rei determina, sobre hamã a pena de morte na própria forca construída por ele. Mardoqueu recebeu honra e glória do rei perante o povo.

Nossos personagens recentemente,  guardadas as devidas proporções, viveram situações similares. O Professor Jordenes de Planalitna-DF., gestor de reconhecido sucesso nacional, teria sido vítima de uma conspiração política regional, que transformou uma medida disciplinar comum, tomada por ele em uma suposta ação constrangedora contra um aluno (onde ele nunca acusou o aluno e sua família de terem participado e sim supostamente  serem usados).  

O Delegado Miguel Lucena, escritor, jornalista, homem de vasta experiência e de reconhecido  saber na área de segurança, foi exonerado da chefia da comunicação da Polícia Civil, até onde se sabe por uma declaração dada por ele e considerada machista, sexista. Isso em tempos de absurdo politicamente correto, classifica
Professor Jordenes
-se quase como hediondo. Ao dizer que o constante rodízio de parceiros nos lares expõe as crianças a toda sorte de abuso, o Delegado foi exonerado, exposto e criticado em rodas mais “progressistas”.

Mas onde estaria a forca feita por Hamã?

Bem, o Professor Jordenes que jamais deixou de prestar os  esclarecimentos sobre o ocorrido, intensificou seu convívio com a comunidade, manteve a vida profissional e pessoal em Planaltina, viu a escola em que é gestor apresentar a maior procura por vagas nos últimos três anos, sendo a mais concorrida da cidade, suas mídias sociais bombarem, sua página do facebook alcançar mais de trinta mil seguidores, sua fama de sério, disciplinador e trabalhador despertar o interesse de partidos políticos grandes, inclusive um deles já o espera com mesa de honra e cacique nacional para recebe-lo.

O Delegado Miguel Lucena, em nenhum momento retirou sua fala, ao contrario, passou a representar uma parcela significativa da sociedade que com valores ditos tradicionais, reconheceu na fala do Delegado seu pensamento, sua visão de sociedade. Dessa forma o delegado ganhou projeção e hoje pré-candidato a deputado federal pelo PTB, surfa em onda de reconhecimento e exposição positiva nas redes sociais.

A grande lição disso tudo é que a velha política está morrendo aos poucos e num Distrito Federal conhecido politicamente pelas práticas nada republicanas de destruição de reputações, aqueles que vivem disso e auxiliam nessa empreitada do mal, podem muitas vezes provocar o efeito contrário, trazerem honra para suas vítimas e morrerem nas forcas que eles próprios construíram para os outros.

Fonte: Redação 

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