20/11/2018 às 12:06

A Saúde brasileira precisa de ações estruturantes reais



* Por Gutemberg Fialho

Programa cuja matriz foi criada pelo regime castrista, em Cuba, e adotado na Venezuela quando a oposição ameaçava promover um referendo contra o chavismo, em 2003, sob o nome “Mission Barrio Adentro”, o Mais Médicos foi um placebo usado para abafar o descontentamento popular que explodiu nas nas manifestações de rua em 2013.

Argumentava-se que o programa resolveria a questão emergencial do atendimento básico em saúde, mas ele nunca foi um movimento estruturante do Sistema Único de Saúde (SUS), já existente no Brasil. Ele mais atendia a uma necessidade de marketing político, à orientação ideológica e às alianças estratégicas do partido então instalado no poder. A sugestão da criação de uma carreira nacional para fixação de médicos em locais desprovidos de assistência à saúde da população já existia há anos e nunca foi devidamente considerada.
Diferente do Brasil, a Venezuela não tinha uma estrutura de política sanitária integrada, como o SUS. 

Lá, o Barrio Adentro se estabeleceu como política de saúde predominante. No momento em que o país começava a se enterrar na crise econômica que tem hoje proporções de tragédia, em 2013, Cuba começava a transferir de lá para cá o contingente de “intercambistas”. Em 2016, a venda internacional de serviços, especialmente na área da saúde tornou-se a maior fonte de divisas de Cuba. O Brasil transferiu a Cuba mais de R$ 7 bilhões desde 2013. 

O Barrio Adentro previa a substituição gradual dos profissionais cubanos por venezuelanos. No ensino passou-se a investir na formação de “médicos integrais comunitários”, que atuariam sob a supervisão de clínicos gerais. Aqui, somente após o impeachment de Dilma Rousseff, falou-se em substituição da mão de obra do programa por brasileiros. Nos três últimos editais de contratação de profissionais para o programa todas as vagas foram ocupadas por brasileiros.

O Mais Médicos relata aumento do número de atendimentos, mas os índices de saúde no Brasil não foram alavancados. O Brasil voltou a registrar crescimento da mortalidade infnatil em 2016, que estava em queda desde 1990. Os próprios cubanos participantes do programa se queixam de dificuldade de acesso a exames diagnósticos, atendimento especializado e falta de medicamentos e materiais

Segundo levantamento da Organização Panamericana de Saúde (OPAS) divulgado pela imprensa brasileira, entre 2012 e 2017, 22 mil dos 66 mil médicos que atuavam na Venezuela deixaram o país. No Brasil, de 388 mil médicos, no início de 2013, passamos a 458 mil com registro ativo nos conselhos regionais de medicina. Entre o primeiro e o segundo semestre deste ano, 5,5 mil novos médicos foram registrados no país.

A retirada dos 8 mil cubanos do Mais Médicos foi uma decisão unilateral baseada no aspecto econômico: os intercambistas ficariam com a integralidade do pagamento e o governo da ilha deixaria de se beneficiar dos bilhões amealhados com a exploração da força de trabalho de seus cidadãos emprestados ao Brasil.

A menos que o Brasil se torna-se um regime ditatorial de esquerda, como o de Cuba ou da Venezuela, essa retirada eventualmente ocorreria. E se o governo brasileiro levar a sério a universalização da assistência pelo SUS, o Mais Médicos deve dar lugar a uma política permanente que promova verdadeiramente a fixação de médicos e profissionais da saúde no interior. 

A criação da carreira médica de Estado é parte da solução, mas além de profissionais os municípios precisam de estrutura e recursos para a garantia de assistência primária e de uma rede regional de referência para atendimento especializado, de média e alta complexidade.

* Gutemberg Fialho é médico e presidente do Sindicato dos Médicos do DF

06/11/2018 às 16:00

Os escolhidos de Ibaneis


No futuro governo Ibaneis Rocha alguns nomes começam a serem definidos um deles é a chefia de gabinete que ficará por conta de Rose Rainha. Já a Casa Civil será comandada por Marcelo Cunha. 

Dois postos chaves na configuração do próximo governo. 


Fonte: Redação 

05/11/2018 às 19:16

A briga pelas inúteis administrações regionais


A paumolenguice do momento é a guerra pelas Administrações Regionais. Vários, "comunicadores", "lideranças comunitárias" e "políticos" que concorrem nas eleições passadas fazem lobby para ocupar esses cargos. Mas aqui já vai alguns pontos. 

1 - O governador eleito Ibaneis Rocha mal sabe que os deputados distritais em uma hora do seu mandato irão querem esse espaço para avançar eleitoralmente. 

2 - Os nomes colocados são horrorosos e não durariam muito tempo no cargo 

Hoje as Administrações são um zero a esquerda não tem autonomia nenhuma estão completamente sucateadas. São prédios inúteis mortos em meio as cidades-satélites. Ibaneis deixou claro que os futuros administradores irão ser escolhidos por uma lista tríplice, mas não se sabe como ele fará isso. 

Esse anúncio fez com que os whatsapp não tivessem paz, um monte de paumolenga político querendo ser administrador pessoas que não teriam nem a capacidade de administrar uma padaria. O lobby de alguns sujeitos superam o ridículo. 

O certo seria o governador eleito primeiro estruturar essas administrações regionais e dá uma serventia a elas. Para isso, precisa de uma pessoa técnica que poderia fazer essa transição. Simples assim. 

Essa possibilidade de uma lista tríplice só aumenta a animosidade e deixa as coisas com clima de campanha eleitoral. Coisa que no momento todos nós queremos distância. 

Que o governador Ibaneis use a sua caneta e nomeie quem bem entender isso não irá abalar seu prestígio político. Sua preocupação deveria ser dar uma função a esse órgão público tão inútil. 

Enquanto isso, ficaremos a receber whatsapp de um monte de paumolenga querendo ser alguém...

Fonte: Redação

01/11/2018 às 19:05

A corrida pela presidência da CLDF


Os bastidores pegam fogo e começou as articulações principalmente para a presidência da Câmara Legislativa. Três nomes disputam a cadeira de presidente da CLDF, Rodrigo Delmasso (PRB), Cláudio Abrantes (PDT) e Rafael Prudente (MDB) esses três se articulam 24 horas para conseguir chegar ao topo. 

Delmasso é o que está na frente das articulações e até conseguiu o apoio dos Pedrosas, as rusgas ficaram no passado. Um grande passo. 

Rafael Prudente tenta as bençãos do governador Ibaneis Rocha que é do seu partido. Não pode ser descartado. 

Cláudio Abrantes (PDT) é o favorito da cúpula de Ibaneis Rocha para ser o presidente e a sua equipe trabalha incessantemente pelo seu nome.

Esses são os três agora só esperar alguma zebra. 


Fonte: Redação  

às 11:20

A briga pelo comando da CLDF


Um governo só começa quando ele tem sob o seu controle a Câmara Legislativa. Nenhuma gestão obterá sucesso senão tiver a CLDF em extrema vigia. Com o próximo governador Ibaneis Rocha não será diferente precisa interferir forte na composição da futura CLDF para ter a tal governabilidade. 

Claro que os novos e antigos deputados distritais não querem ficar na batuta do Palácio do Buriti por saberem o poder que tem.  Nos bastidores um nome tem saído a frente de todos é do deputado distrital reeleito Rodrigo Delmasso (PRB). O nome não é desejo do governador eleito. Outro que baba pela presidência é Rafael Prudente (MDB), mas conversando com alguns distritais, por ora, seu nome é rechaçado.  

Esse é o pequeno retrato de como será acirrada a disputa pelo comando da CLDF e as suas comissões. 

Que comecem os jogos. Sem Câmara Legislativa afinada, sem governabilidade 

Fonte: Redação 

às 16:28

Saúde Pública enterra carreiras políticas

No próximo domingo, 28, saberemos quem será o próximo governador do Distrito Federal. As pesquisas mostram que o escolhido será Ibaneis Rocha (MDB). Seja o que for, o mais votado precisa fazer uma força-tarefa na Saúde Pública para futuramente não ser tragado por essa pasta tão sensível. 

Não tenho dúvidas que esse setor complicado foi o responsável direto nas derrotas de Rodrigo Rollemberg e Agnelo Queiroz. "Dinheiro tem o que falta é gestão," "Nos primeiros dias eu serei o próprio secretário de Saúde," frases que ajudaram a dupla ganhar as eleições e ao mesmo tempo foram derrota. 

O futuro governo Ibaneis como apontam as pesquisas precisa dar uma atenção, estilo força-tarefa a essa área para não ser tragada pela mesma.  

A Saúde Pública está enterrando muitas carreiras políticas. 

Fica a dica.


Fonte: Redação 

 
Copyright © 2015 - Todos os direitos reservados