16/10/2018 às 19:08

A injustiça do sistema eleitoral

As eleições de 2018 foram as mais esquisitas da história e onde há esquisitice reina as deturpações. Digo de antemão pelo que acompanhei três candidatos foram injustiçados pelas atuais regras eleitorais que devem ser modificadas em 2022. Aliás que regra escrota e esdruxula. No era melhor os mais votados ganharem as eleições? 

Dr. Gutemberg (PR) presidente do Sindicato dos Médicos que obteve 13.373 votos desempenho muito superior ao de 2014 onde teve seus 8.858 eleitores. O médico deve estar frustado, mas sua participação foi brilhante e o mesmo se consolida como uns dos nomes fortes da política do DF. 

Outro que deve estar frustado, mas no fundo tem muito a comemorar é o líder comunitário Daniel Radar (PPS) que teve 12.208 votos com uma campanha para lá de samaritana onde sua plataforma foi sola de sapatos e influencia digital. Sua página Radar Santa Maria virou um canal de utilidade pública no Facebook. 

Daniel hoje é a maior nome da cidade de Santa Maria em 2022 terá a sua cadeira. 

Salve Jorge (PMB) se tornou a maior liderança do Paranoá/Itapoã com seus 10. 745 votos e já está super credenciado como o político mais votado da região. Só para lembrar em 2014, Jorge obteve  6.270 votos um aumento de mais de 40% em seus números e se manter a pegada em 2022 pode batalhar pelos 15 mil votos. Salve Jorge consegue chamar a atenção para os problemas da região. Campanha digna de aplausos. 

Deve ter tido mais outras campanhas semelhantes a essas, mas foram esses nomes que mais acompanhei pelas mídias sociais. 

Conselhos ao trio e outras campanhas semelhantes: 

1 - Não aceitem cargos no governo em hipótese alguma, pois, isso se mostrou a desgraça de quem vai bem nas urnas, de uma forma ou de outra o sujeito acaba fritado.

 2 - Fique ao lado da comunidade mostre os problemas, melhor ser propositivo do que perder a independência ou ser uma opositor irresponsável.  

3 - 2022 é logo ali com novas regras eleitorais.  


Fonte: Redação 

15/10/2018 às 00:01

Ibaneis Rocha, o mais do mesmo - Parte I




Primeiro - O candidato ao Palácio do Buriti subverteu todos os analistas políticos de plantão, inclusive eu. Quem estava no lado de cá da bolha, jamais imaginaria um candidato que estava com 2% nas pesquisas seria o favorito a chegar no segundo turno e ser praticamento o vencedor das eleições. Já podemos declarar Ibaneis, o novo governador do Distrito Federal está eleito. Com as coisas em ordem vamos aos fatos. 

Ibaneis Rocha é um jurista conceituado e cheio da grana como diz no jargão popular. Políticos adoram pessoas cheias da grana e o advogado caiu no lugar certo o MDB ( antigo PMDB). Seu discurso sem papas na língua e ataque sem dó a todos os seus adversários somado a muito dinheiro foram fatores do seu sucesso. Sem contar na divisão: Eliana Pedrosa, Rogério Rosso, Alírio Neto e Alberto Fraga que foi um facilitador para sua acensão,  talvez se essa turma tivesse se unido a história seria outra, eu disse talvez. 

Ibaneis foi cirúrgico quase 80% dos candidatos a deputado distrital foram bancados por ele enquanto as outras coligações estavam "sem pernas", o advogado monopolizava os distritais carentes.  

A verdade é que Ibaneis é o mais do mesmo se vendeu como diferente, seu futuro governo já está fatiado. Secretaria de Saúde ( um deputado distrital ligado a saúde já tem a sua fatia), Obras ( Filippelli), Transporte (Filippelli) e o Detran-DF já estão demarcados. Quando sair as primeiras nomeações comparem o Diário Oficial com perfis no Facebook e outras redes sociais. 

O governo de Ibaneis está todo fatiado não é a toa que o mundo político em peso está o apoiando. Vocês acham que existe almoço grátis? Os sobreviventes já estão a espera de um belo cargo no GDF para figurarem em 2022.

Ibaneis é centralizador uns apostam que ele em breve irá virar as costas para seus padrinhos Tadeu Filippeli e Benício Tavares. 

Ibaneis não sabe governar, pois, nunca o fez está prometendo mundos e fundos e todos os sindicatos desiludidos com Rollemberg embarcaram na dele. 

Ibaneis não tem plano de governo, só fala por meio de jargões, fala o que o servidor público quer ouvir. Sua sorte é que os seus adversários não souberam o mapear. O candidato se cerca de pelo menos nove advogados no dia a dia e isso sinaliza que ele dará uma bica no meio político tome nota. 

Para governar precisa dos políticos, sim. Fica a dica. 


Mais uma dica: pegue a campanha de Ibaneis e compare com a de Rollemberg em 2014. Garanto vocês irão tirar bastante conclusões. 

Próxima matéria: Ibaneis Rocha fez caixa dois e cometeu crime eleitoral? Nós iremos responder com alguns fatos...

Fonte: Redação 

12/10/2018 às 11:52

Eleição de deputados vira batalha jurídica no DF



Informações Júlio Pontes Jornal Brasília Capital 

Os nomes com * são dos deputados reeleitos distritais. Montagem: Brasília Capital
De acordo com a relação oficial, oito dos 24 deputados distritais da atual legislatura permanecerão na Câmara Legislativa a partir de 2019 (veja quadro 1). Na Câmara dos Deputados, apenas Erika Kokay, do PT, foi reconduzida. Três dos oito novos deputados federais saíram da Câmara Legislativa para o Congresso: Julio Cesar, Professor Israel e Celina Leão. A mulher do ex-governador José Roberto Arruda, Flávia Arruda, foi a mais votada. Paula Belmonte, Luís Miranda e Bia Kicis conquistaram seus primeiros mandatos sem jamais terem disputado uma eleição (veja quadro 3).
Norma – De acordo com estudo do advogado Paulo Goyaz, o TRE-DF, ao aplicar a norma do artigo 10 da Resolução TSE 23.554 de 2017, para relacionar os 24 deputados distritais (veja quadro 3) e os oito federais eleitos, omitiu de apreciar a liminar concedida na ADIn 5.420 de 2015 e a revogação do Artigo 7º da Lei 13.165 de 2015, que alterava o artigo 109, I do Código Eleitoral. Sendo assim, segundo ele, o TRE utilizou regra suspensa pelo STF para preencher as vagas remanescentes após a aplicação do quociente partidário.
Quocientes – Para deputados distritais, apenas o PSB obteve dois quocientes (123.454 votos). Os demais partidos e coligações apenas um quociente: PRB/SD (97.745 votos); Avante (94.824); PSD/PODE (92.058); PDT/PV (91.902); PT (90.097); PROS (86.917); PP (82.554); PR (69.29); PMN/PTC (68.926); MDB (68.327) e PSC (61.994). As 11 vagas remanescentes deveriam ser ocupadas somente por estes partidos, segundo a liminar do STF.
Sobras – Assim, deveriam ter sido declarados eleitos: 14ª vaga – PRB/SD (sobra de 48.872 votos); 15ª vaga – Avante (sobra de 47.872); 16ª vaga – PSD/PODE (sobra de 46.026); 17ª vaga – PDT/PV (sobra de 45.026); 18ª vaga – PT (sobra de 45.048); 19ª vaga – PROS (sobra de 43.485); 20ª vaga – PP (sobra de 41.227); 21ª vaga – PSB (sobra de 41.152); 22ª vaga – PR (sobra de 34.645); 23ª vaga – PMN/PTC (sobra de 34.463); 24ª vaga – MDB (sobra de 34.163,50).
No entanto, o TRE declarou eleitos, segundo Goyaz indevidamente, o NOVO (Júlia Lucy) – 59.149 votos, no lugar do PP (Anderson Medina); a REDE (Leandro Grass) com 58.902 no lugar do PSB (Luzia de Paula); PRP (Daniel Donizet) 58.180 votos no lugar do PR (Dr. Gutemberg); o PSOL (Fábio Félix)com 59.840, no lugar do PMN/PTC (José Cláudio Bonina – Véi da 12); e o PHS (Hermeto) com 47.404 votos no lugar do MDB (Welligton Luiz) (veja quadro 2).
O advogado destacou ainda que o artigo 7º da lei 16.165 de 2015 foi revogado pela Lei 13.488 de 2017 e assim permanece em vigor apenas os parágrafos 1º e 2º do artigo 109 do Código Eleitoral, caso seja afastada a aplicação da ADIn 5420 do STF e assim, o preenchimento das vagas remanescentes será pelo critério dos candidatos mais votados.

Ninguém esbarra na cláusula de barreira dos 10%
*Erika Kokay foi reeleita deputada federal. Montagem: Brasília Capital
Para Paulo Goyaz, somente poderiam ser chamados os partidos em questão se sobrasse alguma vaga em face da cláusula de barreira. Ou seja, se os partidos não tivessem candidatos com mais de 10% do quociente eleitoral. Ele esclareceu que, neste caso, serão declarados eleitos, no DF, os 13 candidatos escolhidos pelo quociente partidário e as demais 11 vagas pelos candidatos mais votados. “Dessa maneira aumentaria a representatividade na CLDF”, concluiu.
Caberá à Justiça eleitoral e ao STF definir se a liminar da ADIn 5420 está em vigor ou se aplica a norma dos parágrafos 1º e 2º do artigo 109 do Código Eleitoral. Segundo o advogado, “em todos os casos haverá mudança na composição”.
No DF, para deputado federal apenas as coligações PSDB/PR/DEM (257.176 votos), PRB/PODE/PPS/SD/PSC/PSD (253.517 votos) e PSB/PCdoB/PDT/REDE (193.858 votos) conseguiram quociente partidário, tendo cada uma obtido um quociente partidário, elegendo Flávia Arruda, Julio Cesar e Professor Israel Batista. Quanto às vagas remanescentes, duas hipóteses podem ocorrer:
1) Se cumprir a liminar da ADIn 5402 de 2015, somente as coligações que obtiveram quociente partidário (PSDB/PR/DEM e PRB/PODE/PPS/SD/PSC/PSD) têm direito a duas vagas remanescentes. PSB/PCdoB/PDT/REDE têm direito a uma vaga mais. Assim, no entendimento do advogado, estariam eleitos nas vagas remanescentes Luís Miranda (65.107), Laerte Bessa (28.526), Paula Belmonte (46.069), Marcos Pacco (39.060) e Maria de Lourdes Abadia (24.575) (veja quadro 4); e
2) Se não considerar a liminar e aplicar a revogação do artigo 109 e Incisos I, II e III, aplicaria apenas o parágrafo 2º (com redação da Lei 13.488 de 2017), onde as vagas remanescentes seriam ocupadas pelos candidatos mais votados, indiferentemente de quociente partidário. Desta forma, estariam eleitos Erika Kokay (89.986); Bia Kicis (86.414),  Luís Miranda (65.107), Paula Belmonte (46.069) e Celina Leão (31.610) (veja quadro 3).
Paulo Goyaz entende que há uma situação jurídica especial, pois há uma liminar do STF que assegura o direito de somente os partidos e coligações que obtiveram o quociente partidário disputar as vagas remanescentes. Sendo que a liminar deve ser cumprida enquanto estiver em vigor.
Minirreforma comete erro técnico
Paulo Goyaz esclarece que houve um erro técnico na minirreforma política de 2017. Ao editar a lei 13.488 de 2017, que revogou expressamente os artigos 5º, 6º, 7º, 8º, 10º e 11º da Lei nº 13.165, de 29 de setembro de 2015, consequentemente deixou em vigor apenas o parágrafo 2º do artigo 109 do C.E. Portanto, se não for aplicada a liminar do STF, devem ocupar as vagas remanescentes os candidatos mais votados, indiferentemente de partido ou coligação. Esclareceu que no tocante aos candidatos eleitos pelo quociente partidário nenhuma mudança ocorreu.
A diferença é que pela lei 7.454 de 1998, após a escolha dos candidatos eleitos pelo quociente partidário, as vagas remanescentes (no caso do DF, 11 vagas de deputados distritais e cinco vagas de deputados federais), somente podem ser preenchidas pelo partidos que obtiveram quociente partidário, como era realizado anteriormente, e não pelos demais partidos.

11/10/2018 às 00:16

TRE poderá mudar resultado das eleições proporcionais no DF


Informações Júlio Pontes, Brasília Capital 

Cinco vagas na Câmara Legislativa podem sofrer alterações, de acordo com estudo do advogado Paulo Goyaz. Para ele, o Tribunal Eleitoral Regional do DF, ao aplicar a norma do artigo 10 da Resolução TSE 23.554 de 2017, para relacionar os 24 candidatos eleitos a deputado distritais e os oito deputados federais pelo Distrito Federal, omitiu de apreciar a liminar concedida na ADIn 5.420 de 2015 e a revogação do Art. 7º da Lei 13.165 de 2015, que alterava o artigo 109, I do Código Eleitoral.

Sendo assim, segundo o advogado, o TRE utilizou regra suspensa pelo STF para preencher as vagas remanescentes após a aplicação do quociente partidário.

Para deputados distritais, apenas os partidos e coligações obtiveram quociente partidário: o PSB que obteve dois quocientes partidários (123.454 votos). Os demais partidos apenas um quociente eleitoral: PRB/SD (97.745 votos); AVANTE (94.824 votos); PSD/PODE (92.058 votos); PDT/PV (91.902 votos); PT (90.097 votos); PROS (86.917 votos); PP (82.554 votos); PR (69.291 votos); PMN/PTC (68.926 votos); MDB (68.327 votos) e PSC (61.994 votos).

As 11 vagas remanescentes deveriam ser ocupadas somente por estes partidos, segundo a liminar do STF. Assim deveria ter sido declarados eleitos: 14ª vaga – PRB/SD, com sobra de 48.872 votos; 15ª vaga – AVANTE, com a sobra de 47.872 votos; 16ª vaga – PSD/PODE, com a sobra de 46.026 votos; 17ª vaga – PDT/PV, com a sobra de 45.026 votos; 18ª vaga – PT, com a sobra de 45.048 votos; 19ª vaga – PROS, com a sobra de 43.485 votos; 20ª vaga – PP, com a sobra de 41.227 votos; 21ª vaga – PSB com a sobra de 41.152 votos; 22ª vaga – PR com a sobra de 34.645 votos; 23ª vaga – PMN/PTC com a sobra de 34.463 votos; 24ª vaga – MDB com a sobra de 34.163,50 votos.

No entanto, o TRE/DF declarou eleitos, segundo Goyaz indevidamente: o NOVO (Júlia Lucy), com 59.149 votos, no lugar do PP (Anderson Borges); a REDE (Leandro Grass) com 58.902 no lugar do PSB (Luzia de Paula); PRP (Daniel Donizet) com 58.180 votos no lugar do PR (Dr. Gutemberg); o PSOL (Fábio Félix) com 59.840, no lugar do PMN/PTC (José Cláudio Bonim) e o PHS (Hermeto) com 47.404 votos no lugar do MDB (Welligton Luiz).

O advogado destacou ainda que o artigo 7º da lei 16.165 de 2015 foi revogado pela Lei 13.488 de 2017 e assim permanece em vigor apenas os §§ 1º e 2º do artigo 109 do Código Eleitoral, caso seja afastada a aplicação da ADIn 5420 do STF e assim, o preenchimento das vagas remanescentes será pelo critério dos candidatos mais votados.

Para Paulo Goyaz somente poderiam ser chamados os partidos em questão, se sobrasse alguma vaga em face da cláusula de barreira, qual seja se os partidos não tivessem candidatos com mais de 10% do quociente eleitoral. Ele esclareceu que, neste caso, serão declarados eleitos, no caso do Distrito Federal os 13 candidatos escolhidos pelo quociente partidários e as demais 11 vagas pelos candidatos mais votados. “Dessa maneira aumentaria a representatividade na CLDF”, concluiu.

Caberá à Justiça eleitoral e ao STF definirem se a liminar da ADIn 5420 está em vigor ou se aplica a norma dos §§ 1º e 2º do artigo 109 do Código Eleitoral. Segundo o advogado, “em todos os casos haverá mudança na composição”.

09/10/2018 às 16:23

A ascensão dos irmãos Maia






Por Leandro Montes 

Com a reeleição de Agaciel Maia (PR) para o terceiro mandato de deputado distrital, a família Maia sai mais fortalecida do que nunca. No Rio Grande do Norte, estado em que os Maia possuem grande influência política, os potiguares elegeram os irmãos de Agaciel para mandatos no Congresso Nacional. 

João Maia (PR), que já foi deputado federal por dois mandatos (2007-2015), foi eleito com votação expressiva de 93.505 votos, ocupando a 4ª posição dos deputados federais no estado, superando o primo, e atual senador, José Agripino Maia (DEM), que tentou sem sucesso uma vaga na Câmara, obtendo apenas 64.678 votos e ocupando o 10° lugar. 

Já a irmã do distrital, a médica e atual deputada federal Zenaide Maia (PHS), foi eleita para o Senado com 660.315 votos, em uma aliança com a senadora Fátima Bezerra (PT), que disputa o 2° turno do governo do estado. Com isso, a família Maia ganha a eleição e obtém uma grande ascensão no cenário político, nacional e estadual.

Fonte: Redação 

03/10/2018 às 10:57

A voz da Saúde na Câmara Legislativa

Informações Brasília Capital 
Dr. Gutemberg Fialho (PR) é candidato a deputado distrital para ser “a voz da Saúde na Câmara Legislativa. Presidente licenciado do Sindicato dos Médicos (SindMédico-DF), ele também é defensor da melhoria das condições de trabalho e salariais dos servidores públicos. Morador de Taguatinga, tem uma preocupação especial com os moradores das áreas mais carentes. Nesta entrevista ao Brasília Capital, ele reitera compromissos que pretende levar para sua atuação parlamentar, caso seja eleito no domingo (7). Aliado e colega de profissão de Jofran Frejat,  é favorável à valorização do atendimento por especialistas nos postos e centros de saúde para reduzir a pressão sobre os hospitais.
Dr. Gutemberg: “Precisamos do mandato parlamentar para, junto com a sociedade, mudar a história de Brasília, que é espelho para o Brasil”. Foto: Renan Baffi
O senhor se apresenta como o candidato que representará a Saúde na Câmara Legislativa. Como um distrital pode contribuir para melhorar a saúde pública do DF? – A presença de um parlamentar representando a Saúde na Câmara é fundamental. Primeiro, para apresentar projetos no sentido de resolver as carências e as demandas da população com relação à assistência médica. Segundo, apoiar as propostas do governo que venham ao encontro de nossa visão de políticas públicas, além de fazer oposição àquelas que nós entendemos que vêm de encontro à assistência e prejudicar a assistência.
O atual governo criou o Instituto Hospital de Base. O senhor acha que este é o caminho para resolver os problemas da Saúde no DF? – O IHBDF foi a gota de uma morte anunciada. Desde o início eu avisei que o governo queria apenas criar um discurso para a campanha eleitoral. O Instituto não é uma boa ideia, porque foi feito às pressas. E ele mexeu no principal hospital terciário da cidade. Hoje, a ideia de terceirizar, privatizar, vem na contramão da história. Se observamos, a Inglaterra está condenando as privatizações do governo Margaret Thatcher, reconhecendo que foi um erro. E nós estamos aqui começando a querer cometer o erro que os ingleses estão querendo corrigir. Nós precisamos ampliar a assistência médica. Precisamos aumentar a inclusão e utilizar todas as formas de políticas públicas possíveis. Não uma só. O governo Rollemberg quer criar institutos em todos os hospitais. O Instituto Hospital de Base não está dando resultado, os pacientes continuam tendo dificuldade de ter acesso, de realizar cirurgias e morrendo de mortes evitáveis.
Mas no modelo antigo isto também ocorria. O senhor não concorda que alguma coisa o governo precisaria fazer para tentar resolver o problema? – Precisamos de políticas públicas imediatas e a médio e longo prazos. É fundamental que se conheça o processo do trabalho médico para entender que é necessário que se tenha na gestão pública da saúde o sentimento de urgência. É saber que as pessoas estão morrendo e nós precisamos tomar medidas para evitar os óbitos evitáveis e traçar as políticas de médio e longo prazo que vão recuperar o sistema.
Dê exemplos dessas políticas? – Precisamos contratar mais profissionais, redimensionar os recursos humanos da Secretaria e não só médicos, mas auxiliar de enfermagem, farmacêuticos, enfermeiro, bioquímico, pessoal administrativo. É necessário equipar os hospitais, seja com tecnologia avançada, seja com manutenção dos existentes, e com insumos básicos. Hoje falta de fralda a espátula para examinar a garganta da criança. É necessário que se contrate recursos humanos e que se promova o abastecimento dos hospitais de forma que não haja solução de continuidade no abastecimento para evitar mortes evitáveis.
Em governos anteriores, seu correligionário Jofran Frejat, quando foi secretário, implantou o modelo dos postos de saúde. Isto ainda seria viável para os dias de hoje? – O que se faz hoje não é diferente do que o Frejat fez 30 anos atrás. A criação dos centros e postos de saúde é o que se faz hoje com outros nomes. O Frejat criou a rede de centros de saúde e postos de saúde hierarquizados, que copiaram o modelo inglês na época. Ele levou para os centros de saúde, junto com o generalista, que é o médico de família hoje, os especialistas.
Qual o grande problema do modelo implantado pelo atual governador? – Foi a retirada dos especialistas dos centros e postos de saúde. Tirou o pediatra, o clinico e o ginecologista. Na nossa proposta junto ao candidato do nosso partido e as pessoas com quem nós temos a oportunidade de conversar e influenciar, os especialistas retornam. Tem que retornar para os centros de saúde o clinico, o pediatra, o ginecologista, para ser aquele profissional que vai dar o suporte ao médico de família.
O modelo do Saúde em Casa, testado e aprovado aqui no DF, não seria uma alternativa para voltar a ser implementada? – O Saúde em Casa e a Estratégia de Saúde da Família é tudo espécie do mesmo gênero. É um médico fazendo um acompanhamento das famílias em casa, fazendo a busca e o acompanhamento das doenças, verificando se o tratamento está sendo eficaz ou não, se os pacientes estão seguindo ou não as orientações, e dependendo da necessidade encaminhar para o especialista.
Além de médico, o senhor é servidor público e morador de cidade-satélite. Sua candidatura tem propostas para essas áreas? – Como médico e presidente licenciado do SindMédico, nós temos a preocupação com a saúde. Temos que expandir a rede de centros de saúde. Mais de 2 milhões de pessoas perderam planos de saúde nos últimos meses. Portanto, é necessário que haja a presença do Estado numa cidade como Águas Claras, por exemplo, que tem uma classe média alta. Como servidor público, eu liderei a negociação da greve de 33 categorias em relação aos aumentos concedidos pelo governo passado. Nós derrotamos o governo no Tribunal de Justiça por 17 a 0. Sou médico do trabalho da Secretaria de Planejamento. Lá eu recebo os servidores de todas as secretarias e constatamos um enorme índice de adoecimento. O servidor público hoje está adoecendo no trabalho e trabalhando doente. É crise de ansiedade, depressão, tentativa de suicídio. Portanto, nós precisamos investir na qualidade de vida do servidor público. Oferecer melhores condições de trabalho e uma política de saúde ocupacional que valorize o servidor. Resgatar a autoestima do servidor para que ele produza mais e atenda à demanda da população.
Dr. Gutemberg: “Precisamos ampliar a assistência médica., a inclusão e utilizar todas as formas de políticas públicas possíveis” Foto: Renan Baffi
Como o senhor atuaria para atender à população mais carente, que demanda mais serviços do Estado? – A população mais carente hoje sofre com a precarização da saúde, com os centro de saúde sem funcionários. Temos que contratar mais médicos. A Secretaria de Saúde tem um déficit de mais de 4 mil profissionais. Na questão da educação, precisamos aumentar o número de vagas. Hoje temos salas de aula sobrecarregadas. O último relatório do Tribunal de Contas do DF mostra que 70% das escolas do DF não têm condições de receber as crianças. Precisamos investir na melhoria das escolas, na educação em período integral. Quanto à Segurança Pública, temos um déficit enorme de gente na Polícia Militar e na Civil. Há 25 anos Brasília tinha 13 mil PMs para 1,5 milhão de habitantes e agora temos 11 mil para 3 milhões. Tínhamos 4,7 mil policiais civis e hoje temos 200 a menos com o dobro da população. Quem trabalha na prestação de serviço público deve trabalhar com planejamento estratégico, cumprimento de metas, avaliação, desempenho e, sobretudo, avaliação do servidor, seja concursado, terceirizado ou comissionado.
Qual o seu compromisso com nossa cidade caso se eleja deputado distrital? – Precisamos mudar a história da cidade. Temos que voltar com esperança e, juntos, mudar o Brasil. O exercício da cidadania é fundamental. No dia 7 de outubro nós precisamos conquistar a legitimidade para continuar nosso trabalho, que até então tem acontecido como um cidadão atuante, que preside o Sindicato dos Médicos beneficiando a coletividade. Mas precisamos do mandato parlamentar para dar legitimidade e, junto com a sociedade, mudar a história da cidade. A capital da República é o espelho para o Brasil.

 
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