Publicado 17/08/16 às 18:38

Liliane, Celina e o terremoto dos áudios

Brasília, a terra dos grampos. Um terremoto abalou as estruturas da Câmara Legislativa nesta quarta-feira,17. A calmaria deu lugar a denúncias pesadas. As personagens principais são a presidente da Câmara Legislativa, Celina Leão (PPS), e a ex vice-presidente Liliane Roriz (PTB). No plenário, poucos deputados distritais. A sessão só serviu para ler a carta de renúncia de Liliane. O clima era tenso e de incerteza. 

O assunto principal eram as gravações feitas por Liliane e entregues ao Ministério Público do DF. Os deputados distritais do PT-DF foram os primeiros a se pronunciar e disseram que querem o máximo de apuração dos fatos. Alguns em off acham que a situação de Celina ficou insustentável e teme a divulgação de novos áudios. Nos bastidores a informação é de mais conversas serão divulgadas e o circo pegará fogo de verdade. 

Celina Leão não apareceu para dar explicações. Porém nós apuramos que a presidente convocou para essa quinta-feira,17, pela manhã uma reunião com todos os deputados distritais e nesse encontro ela pretende dar todas as explicações. Além de dizer quais providencias que deverá adotar após todo esse furacão de denúncias. O PPS-DF, partido de Celina, foi pego de calça curta e não sabe o que falar.

Não é só Liliane e Celina que estão no olho do furacão. O líder do governo Júlio César (PRB), Raimundo Ribeiro (PPS), Cristiano Araújo (PSD) e Bispo Renato (PR) também foram citados. Bispo Renato disse que foi citado indevidamente por terceiros e que não praticou nenhum ato ilícito. Júlio disse estar com a consciência tranquila e em breve tudo será esclarecido. Nas próximas horas saberemos o  posicionamento de cada um. 

O protagonismo, na verdade, vem da Secretaria de Saúde. Todos os bombardeios começam por lá e o Ministério Público está em cima de tudo que acontece por lá. Essa área será com certeza a responsável por derrubar carreiras políticas e mexer no cenário político. 

O Palácio do Buriti comemora de forma discreta essa derrocada dos distritais. Não é bom comemorar muito não se sabe o que vem por aí e uma canja de galinha com muito suco de maracujá são necessários nessas horas. A roda está girando e todos são alvos. É o que se pode dizer. 

Pelo jeito a depressão após Caixa de Pandora não terá fim. A cada tempo aparece um escândalo diferente. Em matéria de jogo sujo, a política do DF é protagonista. Enquanto isso, os serviços públicos do DF padecem e quem paga o pato é o próprio brasiliense.

Fonte: Redação

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