Publicado 21/12/15 às 10:31

Suspeita de crime eleitoral pode anular eleições na Cabe


Informações Carlos Carone Metrópoles 

Suspeitas de crimes eleitorais cometidos durante as eleições da Caixa Beneficente da Polícia Militar (Cabe) prometem esquentar o clima na corporação. As votações ocorridas em 22 de novembro são alvo de duas ações na Justiça. A primeira pede a realização de um segundo turno a partir do argumento de que a chapa vencedora não obteve a maioria dos votos válidos. 

A segunda argumenta que a chapa 2 cometeu crimes eleitorais: fez boca de urna, forneceu bebidas alcoólicas e transportou os eleitores no dia da votação. O processo pede a impugnação da candidatura vencedora.

A Caixa Beneficente é responsável por garantir alimentos e remédios a preços mais baixos que os comerciais para os policiais. A entidade mantém restaurante, farmácia e supermercado para atender aos funcionários da corporação.

As ações judiciais apresentam fotografias e vídeos feitos no dia da eleição, em áreas próximas à nova sede da Cabe, no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA). Nas imagens, policiais militares que se preparavam para votar – muitos com camisas cheias de propagandas das chapas – recebem alimentação e bebidas alcoólicas antes de confirmarem suas escolhas.

Em barracas próximas ao local de votação, militares conversavam. No vaivém, pegavam bebidas e alimentos nas barracas. Muitos policiais vestiam camisas da chapa escolhida. Até carro de som foi flagrado no local. Ações questionam legalidade do pleito


A entrega de alimentos e bebidas ocorreu em barracas montadas perto do local de votação. Os policiais abriam os refrigeradores e pegavam as bebidas. Tudo é visto em imagens, que também mostram carros de som fazendo propaganda de uma das chapas. As eleições foram vencidas pela chapa 2, com 1.281 votos de um total de 2.982 válidos. Em segundo lugar, ficou a Coalizão (chapa 1), com 1.065 votos.

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