15/07/2018 às 11:37

O Jogo de Rosso




Para alguns animais políticos, o jogo da política é igual a um torneio de poker. Blefar para tirar o companheiro da mesa: esse é o jogo.

Maior entusiasta da terceira via para a disputa do Buriti, o deputado federal Rogério Rosso sentou à mesa com o objetivo principal de embaralhar as chances dos prováveis aliados do pré-candidato a Presidência, Geraldo Alckmin. 

Assim como conseguiu ganhar de presente sua eleição indireta para Governo Tampão, Rosso esperava ser ungido pela terceira-via como candidato de consenso ao Buriti. Sua estratégia falhou até agora. Izalci, movido pela ideia fixa de ser governador, nem deu bola para as tramas do pessedista, e Alírio Neto sentiu o cheiro de manipulação e pulou fora.

Frustrado no seu objetivo, Rosso quer criar uma espécie VAR composto por presidentes nacionais de partido para tentar se viabilizar como candidato, uma vez que Frejat colocou sua própria candidatura no telhado. 

Não se pode descartar a possibilidade de que Rosso também trabalhe uma candidatura ao senado, pensando ser este um bom caminho para ele acomodar seu fiel escudeiro, o vice-governador Renato Santana, numa coligação de federal formada pelo PP e DEM.

Por enquanto Rosso não acertou nada, porém já tirou do game Wanderley Tavares (PRB).Te cuida Fraga!

Numa outra análise de um experiente político do DF, que se diz “doutorado” em Rogério Rosso, o deputado do PSD, trabalha mesmo é para tirar Paulo Octávio (PP) da disputa do senado por agora, para mais adiante, quando não houver mais chance do PP abandonar as coligações proporcionais formadas com PSD e DEM, Rosso volta a ser candidato a federal e desloca Santana para distrital. 

E aí ele detona pelo menos mais um, ou melhor, mais uma: Celina Leão, que ficará com pouquíssimas chances de se eleger deputada federal. No cenário das candidaturas a distrital o PSD ganha o reforço dos votos de Renato Santana, que somados ao de Robério Negreiros empurra os demais candidatos da coligação apenas com chance de ganharem a suplência.

E aí, se cuidem os demais.

Fonte: Redação

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