30/05/2017 às 11:22

Delator: nome de Rosso pediu R$ 12 milhões em propina


Informações Márcio Falcão - Jota 

Diretor da Andrade Gutierrez, Rodrigo Ferreira Lopes da Silva afirmou, em sua colaboração premiada, que uma pessoa se apresentado como interlocutor do deputado Rogério Rosso (PSD-DF), então governador do DF, chegou a pedir propina de R$ 12 milhões para a empreiteira pela Obra de Construção do Estádio Mané Garrincha, em Brasília.
Silva não soube apontar o nome da pessoa para os investigadores e disse apenas que era alguém de fisionomia calva e clara e que a solicitação foi feita no escritório da Andrade. O valor foi rejeitado pela empresa.
“Que posteriormente, André Motta, solicitou, em nome do então governador Rogério Rosso, propina no valor de R$ 500 mil; Que em 2011, após a assinatura do contrato, foi feito esse pagamento ao interlocutor do então ex-governador, Andre Motta, em espécie, mesmo Rosso tendo deixado o governo do DF, que o pagamento foi feito porque Rosso deu seguimento a obra, conforme combinado”.
O delator afirmou que, em 2010, numa reunião na residência particular de Rosso, André Motta, que trabalhava na área de Parceria Público Privada do GDF foi indicado como interlocutor para as tratativas do andamento da licitação.
Em despacho no dia 26, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, pediu que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, esclareça as providências que precisam ser tomadas no caso.
Rosso afirmou na semana passada que estava indignado com as implicações de que teria ligações com a Andrade e que teria solicitado propina pela obra do estádio. Na semana passada, a Justiça Federal do DF autorizou a prisão de dez pessoas , entre elas, os ex-governadores José Roberto Arruda e Agnelo Queiroz e o ex-vice-governador, Tadeu Filipelli, que até então era assessor especial do presidente Michel Temer.
Informações prestadas por executivos e prepostos da Construtora Andrade Gutierrez, em acordos de colaboração premiada e de leniência, revelaram que foi formado um cartel para fraudar o processo licitatório. Em troca, a empreiteira e a Via Engenharia, componentes do consórcio vencedor do certame, pagaram propina a agentes políticos e público.

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