20/12/2016 às 12:08

Marconi Perillo é cotado para disputar o governo de Brasília em 2018


Por Euler de França Belém, Jornal Opção, Estação da Notícia 

O Distrito Federal não tem dado sorte com seus últimos governadores. José Roberto Arruda foi retirado à força do poder. Agnelo Queiroz, do PT, fez uma administração desastrosa e rica apenas em denúncias de irregularidades. O governador Rodrigo Rollemberg, do PSB, vai tão mal que não consegue agradar nem seus aliados. 

Hoje, não seria eleito para nenhum cargo. O que fazer?

Tucanos de Brasília estão de olho no passe político do governador de Goiás, Marconi Perillo. Líderes do PSDB de Brasília têm falado como frequência do nome do tucano-chefe goiano para tentar resgatar a administração pública na capital do país. Eles sugerem que apenas um gestor experiente é capaz de retirar Brasília do caos. Acrescente-se que o político goiano tem forte presença no Entorno do DF.

Agnelo Queiroz e Rodrigo Rollemberg: os dois deixam a impressão de que Brasília é ingovernável. Não é; a cidade-Etado só precisa de um gestor eficiente e que seja um político agregador
Agnelo Queiroz e Rodrigo Rollemberg: os dois deixam a impressão de que Brasília é ingovernável. 

Não é; a cidade-Estado só precisa de um gestor eficiente e que seja um político agregador

Há um precedente de um político de “fora” ter governado Brasília. No governo do presidente José Sarney, ele pediu ao então ministro Iris Rezende que sugerisse um nome para gerir Brasília. Como Joaquim Roriz, na condição de interventor, havia saneado as contas da Prefeitura de Goiânia, revelando-se um administrador eficiente, Iris Rezende mencionou seu nome para Sarney, que não hesitou e o nomeou para governar Brasília. 

Agora, é diferente: o presidente não mais nomeia o governador do DF. De quatro em quatro anos, como ocorre nos Estados, há eleições diretas. Marconi Perillo, se desistir de disputar o Senado em Goiás ou a Presidência da República, pode ser candidato a governador do DF. Basta transferir o domicílio eleitoral em tempo hábil.

O orçamento do Distrito Federal é o terceiro maior do Brasil — perdendo apenas para o de São Paulo e para o do Rio de Janeiro. Acrescente-se que, por meio de um fundo, o governo federal é responsável pelas folhas salariais da Saúde, Educação e Segurança Pública. Na verdade, ao contrário do que sugere a gestão de Rodrigo Rollemberg, Brasília não é ingovernável. O que a cidade-Estado precisa é de um governador que seja, acima de tudo, um gestor eficiente, ao estilo de Marconi Perillo, Maguito Vilela e Iris Rezende.

Marconi Perillo, por sinal, não é apenas gestor. É um político do estilo de Tancredo Neves, quer dizer, capaz de agregar as mais diferentes forças políticas — o que não ocorre, no momento, com o governador Rodrigo Rollemberg, que parece ser capaz, por inapetência, de produzir uma crise política por semana. Sobretudo, é incapaz, por não agregar e não ouvir as diferentes forças partidárias, de evitar as crises.

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