30/12/2016 às 12:10

Governo Rollemberg chega à metade com a missão de se reinventar



Por Ricardo Callado

Já se passaram dois anos desde que o Rodrigo Rollemberg (PSB) tomou posse no Palácio do Buriti. Desde janeiro de 2015 que a vida não tem sido fácil para o governo. Foram dois anos de turbulência e bate-cabeça.

Com popularidade baixa, Rollemberg terá que reinventar o governo. Não basta apenas troca de nomes no primeiro escalão. É preciso mudar o jeito de governar. O terceiro ano é decisivo. O quatro será o ano da colheita, seja ela positiva ou negativa.

Existe desde o segundo semestre do ano passado, esquecido em uma das gavetas do Buriti, um Plano de Recuperação de Imagem que poderia ser colocado em prática. Naquela época já deveria ser adotado.

O governo precisa que a população volte a ter esperança. Volte a acreditar que as coisas podem mudar para melhor. Uma coisa é ser realista e transparente, outra é mostrar que o governo está agindo para resolver os problemas.

No primeiro momento, o governo Rollemberg foi levado a adotar a estratégia da discórdia. O método usado era tensionar o máximo para que depois a parte em conflito aceitasse o que governo lhe propõe. Não deu muito certo. Conselhos errados que o governador se arrependeu de ter escutado. E paga até hoje um preço alto por isso.

Para os próximos anos, além de esperança, Rollemberg precisa mostrar eficiência da máquina. Não é mais tempo de apontar culpados do passado ou a crise econômica atual, mesmo sabendo que ela existe e atrapalha muito. O governador tem que apontar os problemas e mostrar como irá resolvê-los. E, principalmente, resolvê-los.

O que está em jogo não é um projeto de poder, mas um modelo de gestão. A nova política, uma gestão moderna e um relacionamento transparente entre os poderes. Se não obtiver êxito, tudo isso será enterrado. A nova política poderá se classificada como a política ineficiente. E a Geração Brasília dará espaço a política tradicional que tem todos os seus defeitos, mas que a população sabe que funciona administrativamente.

Rollemberg precisa recuperar terreno dentro da sua própria casa. O funcionalismo público, que ajuda o governador a administrar, tem que ser resgatado e valorizado. Não se pode deixar que o servidor público veja o governo como um inimigo. Se isso acontecer, o fracasso vai subir a cabeça do GDF.

Sem dinheiro, a hora é de investir no desenvolvimento econômico da cidade. O setor produtivo é sempre um grande parceiro na hora de dificuldade do governo. Basta um aceno, um gesto, para se produzir soluções e derrubar entraves burocráticos do governo.

Rollemberg terá também que intensificar a comunicação com a sociedade. Para isso terá que produzir ações positivas. Se o governo não funcionar, a comunicação não vai conseguir fazer mágica. Mas, no fim do governo, será ela que vai levar a culpa por um eventual fracasso.

Enfim, é preciso reinventar. Um governo novo, com uma mentalidade diferente. E sem ranço. E isso só é feito com união.

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