Publicado 10/11/16 às 13:29

O Recado foi dado


Não podemos definir um governo como de esquerda ou de direita.

* Por Wanderley Tavares(foto) 

As ideologias de direita e esquerda surgiram no século 18, a burguesia, classe ascendente na Europa, procurava com o apoio da população mais pobre diminuir o poder da nobreza e do clero. Este movimento teve origem no início da revolução francesa. 

Na assembleia de criação da constituição francesa os representantes das camadas mais pobres ficavam do lado esquerdo, porque os representantes dos ricos não aceitavam se misturar, ficando assim sentados do lado direito. Ali começava a percepção da noção ideológica de direita e esquerda. 

A definição desse antagonismo foi recheada com uma gama de pensamentos políticos, que se mesclaram no último século. Todos os lados tiveram seus momentos de protagonismo, com matizes que foram da extrema esquerda a extrema direita. Vimos no início do século passado o nazismo cometer atrocidades, como também ditaduras como no brasil, censurar direitos básicos de expressão, e coibir o direito de ir e vir.

O mundo viu cair o muro do comunismo e vários países nos últimos anos caminharam a passos largos ao estado democrático e de direto. 

Temos como resultante de um lado a direita mais conservadora, de comportamento tradicional, mais voltada para um capitalismo que valoriza o indivíduo e de outro a esquerda, que se formou na luta pelos direitos da classe operária, mais ligada a população pobre, buscando a igualdade social e o direito das minorias. 
Hoje não conseguimos mais definir um posicionamento político pelo viés partidário, pois os mesmos não refletem mais a complexidade e contradições da sociedade moderna.  

O mundo mudou...

O eco das urnas nos EUA, apresenta uma população mais conservadora no que diz respeito aos princípios morais, mais protecionista em relação à economia e mais intolerante com os políticos, mais patriótica. Ao mesmo tempo, o discurso desta nova direita, representada por Donald Trump, não pode se distanciar de uma relação mais próxima e mais preocupada com o bem-estar dos mais necessitados e de minorias. 

As urnas estão preferindo cada vez mais executivos e menos políticos. O povo quer pessoas que saibam fazer e não pessoas que prometem fazer. Quem não entender essa mudança ficará fora da história. Os políticos precisam se reciclar para exercer o poder executivo. 

Precisam alinhar seu discurso com a necessidade do povo e saber por em pratica.  O povo não quer entregar o governo nas mãos de quem não está preparado para fazer e não tem experiência em gestão das coisas públicas. 

* Wanderley Tavares é presidente do PRB-DF 

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