Publicado 01/11/16 às 00:15

Coluna do Celson Bianchi

Três perguntas para Izalci Lucas (PSDB)- Deputado Federal 

Celson Bianchi- O senhor assumiu a presidência do PSDB depois de uma disputa acirrada com o deputado Raimundo Ribeiro, que culminou na saída dele do partido. O PSDB hoje está unido para pleitear uma campanha majoritária?

Izalci Lucas- Recebemos do presidente nacional do PSDB a  incumbência de reestruturar o partido no DF e estamos nos dedicando a essa missão há um ano. Temos procurado levar o PSDB para todas as cidades do DF, mas não focando apenas a política. Estamos indo em busca de informações sobre as reais necessidades e anseios de cada localidade do Distrito Federal. A ideia é pensar o Distrito Federal para os próximos 50 anos. O PSDB chegará em 2018 com propostas concretas para resgatar o DF do abandono e da inoperância  que castigou a cidade nos dois últimos governos.  Chegaremos em 2018 com esta proposta para dar sustentação local à candidatura do PSDB à presidência da República. Ou seja, o PSDB do DF terá um palanque aqui para reforçar a candidatura nacional.

CB-  A imprensa noticiou recentemente um jantar na sua casa, reunindo Fraga, Filippelli e Paulo Octavio, com alguns assessores. O senhor acredita na união destas lideranças cujos interesses são iguais?

 IL- Temos procurado juntar todas as lideranças políticas que querem recolocar o DF no rumo do desenvolvimento. São pessoas que têm história de trabalho por Brasília, e queremos aumentar cada vez mais esse grupo. Todos aqueles que quiserem discutir um novo rumo para Brasília serão bem-vindos. Chega de aventuras no Palácio do Buriti. As duas últimas experiências foram traumáticas, com candidatos vendendo ilusões e depois entregando pesadelos. 

 CB- Onde estas lideranças erraram nas eleições de 2010 e 2014, que elegeram Agnelo e Rollemberg, que foram tão bons de votos, mas cujos governos são tão mal avaliados?

 IZ- Cada eleição é uma história. Mas não há dúvidas de que a falta de uma articulação de longo prazo, acabou por dividir forças que historicamente sempre estiveram juntas. Não diria que os últimos dois governadores que se elegeram no DF eram bons de votos. Eram bons de papo e muito ruins de trabalho. As pesquisas e a realidade de sofrimento do nosso povo confirmam o que eu estou falando.

Valorizado

Político experimentado com sucesso no DF e duas vezes eleito prefeito no interior de Goiás, o policial militar João de Deus tem sido cobiçado pelo maior partido do Brasil. O PMDB de Michel Temer, Tadeu Filippelli e do senador Hélio José o quer na disputa por uma vaga na Câmara Legislativa em 2018. Por enquanto, João de Deus analisa o convite com cara de quem está gostando de saber que o passe está valorizado.

Juntos

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), está levando cinco outros deputados na viagem oficial ao Azerbaijão(Ásia Caucasiana). A comitiva decolou de Brasília na sexta-feira (28) e só volta na noite da próxima quinta (3). O roteiro da viagem reserva um dia livre em Madri, na ida, e outro em Lisboa, na volta. A assessoria de imprensa da presidência da Câmara afirma que as paradas foram definidas pela Aeronáutica e que o período de permanência em Madri e Lisboa se dá pela necessidade de descanso da tripulação, que será apenas uma na ida e na volta.

Juntos 2

O custo da viagem com a aeronave da FAB (Força Aérea Brasileira), estadia e diárias só será divulgado na volta, afirmou a assessoria. Além de Maia, fazem parte da delegação os deputados Aguinaldo Ribeiro (PB), líder da bancada do PP, Rogério Rosso (DF), líder do PSD, Rubens Bueno (PR), líder do PPS, Heráclito Fortes (PSB-PI) e José Carlos Aleluia (DEM-BA), que é relator do projeto que altera o pré-sal.

Estratégia

A propósito, os mais experientes do parlamento tratam essa viagem (e outros movimentos do presidente Rodrigo Maia) uma estratégia para evitar que alguns deputados avancem nas tratativas sobre a sucessão à presidência da Câmara dos Deputados. Estando ao lado de propensos candidatos a nomes fortes da articulação, "ele cisca para dentro".

Explicação

A Comissão de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Ciência, Tecnologia, Meio Ambiente e Turismo (CDESCTMAT) da Câmara Legislativa ouviu o presidente da Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb), Maurício Luduvice. O presidente prestou esclarecimentos sobre a denúncia de que a Caesb teria utilizado hipoclorito de sódio vencido na água consumida pelos moradores de Paranoá e do Itapoã.

Explicação 2

Maurício Luduvice iniciou os esclarecimentos explicando a utilização do hipoclorito de sódio: "Estamos falando do desinfetante a base de cloro que tem a finalidade exclusiva de fazer a desinfecção da água antes de ser distribuída para a população". O hipoclorito depois da degradação forma cloreto de sódio, clorato de sódio e oxigênio, "nenhum desses gases é prejudicial à saúde da população", completou Luduvice.


Explicação 3

Segundo Maurício, a data de validade é um parâmetro analisado pelo mercado, mas uma vez que a Companhia tem uma equipe de técnicos gabaritados que avaliem este produto e sua capacidade de ação mesmo que fora da data é possível fazer a utilização. Luduvice apresentou laudos assinados por técnicos e engenheiros que asseguravam a integridade do hipoclorito de sódio.  "A uso do produto teve anuência da direção e corpo técnico da Caesb, não existiu nenhuma perda das substâncias e nem reagentes", explicou o presidente.

REFLEXÃO DO DIA

"O Congresso Nacional deveria apoiar a Lava-Jato e não atrapalhar tentando aprovar projetos como abuso de autoridade e anistia ao caixa dois. Esses projetos são uma vergonha para o parlamento brasileiro."

Reguffe (sem partido-DF) - senador

Fonte: Jornal Alô Brasília 

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