Publicado 14/10/16 às 15:30

Um homem solitário

Dizem que nenhum homem é solitário por vontade própria. A ordem natural das coisas sempre foi a socialização. Em política também. 

Político que se transforma em ilha e perde a capacidade de construir pontes se isola, perde aliados, fortalece os opositores e impede os que têm simpatia de se aproximarem.  

Esta, lamentavelmente, é a triste sina de Rollemberg e da geração Brasília que, agora envergonhada, ainda o acompanha. Afinal ninguém quer perder a boquinha por antecipação, mas o porto de chegada já está à vista, para partidos e políticos. Rollemberg se isolou e desta forma se inviabiliza para o todo sempre. 

Até mesmo o namoro com o PT, alimentado por cargos e pela influência em muitas secretarias, só pode acontecer agora de forma velada. Sofrido, desgastado e perdendo votos a cada eleição, por seus próprios erros, o PT não pode se associar a quem lhe imputa, mesmo que indiretamente, a responsabilidade do rombo no DF. E assim, sem chance de casar, até em razão da revolta gerada na sua base sindical pelo calote anunciado, melhor nem trocar olhares. 

Não se assustem, se os primeiros a saltarem do barco forem os aliados de primeira hora. O povo não é bobo e já viveu esta história no novo caminho, e hoje tem nítido que quem contribuiu pro caos, não tem condições de resolvê-lo. Por isto, PSD, PDT, Solidariedade e Rede, botem já as barbas de molho. O futuro se mostra negro. 

Contudo, se pro governo e o PSB a casa caiu, pro lado da oposição as coisas não estão nenhum mar de brigadeiro. 

Pulverizados, cheios de soberba e cada um se achando líder das pesquisas, embora na verdade tenham dificuldade pra chegar nos dois dígitos. Cada um no seu estilo, mas todos com uma coisa em comum, só sabem jogar sozinhos. Todos têm uma dificuldade natural em agregar. Talvez fruto da origem, pois todos os nomes badalados na oposição sempre foram na sua história política conduzidos, nenhum, até hoje, se mostrou líder. E o tempo hoje corre contra esta pretensão. 

Pobre DF, sem poder cair na quarta aventura seguida de maus governantes, incluído um tampão, procura alguém que demonstre capacidade de liderar, competência administrativa, experiência e habilidade política. Requisitos que isoladamente até podemos encontrar, mas todos juntos, está pra lá de difícil. 

Sem o PT, imerso em sua própria crise, com uma oposição que bate cabeça pela arrogância e com um governo que antes da sua metade já enfrenta o café frio dos últimos dias, só mesmo um milagre pra nos proporcionar um líder em apenas uma ano e meio. 

Uma coisa porém é certa, Rollemberg assinou hoje o seu futuro político. Se já não cumpria o que se comprometeu em campanha, como eleições diretas pra administrador regional, por exemplo, sem base política, pois vive às turras com os distritais, e com uma equipe de amadores pra conduzir a Capital do País, sua caminhada é triste e lamentável, quando descumpre também o que prometeu como governador no curso do mandato e ninguém vai confiar em quem não cumpre o que promete. 

Triste fim solitário de quem sempre fez da retórica seu estilo de fazer política, cheio de bravatas e oportunismos políticos, mas principalmente sem condições de governar por incapacidade própria, por absoluta incompetência que levaram o seu governo a se transformar numa ilha de solidão e Rollemberg num homem solitário, pois nem os que o cercam acreditam no seu futuro.

Essa é a triste realidade. Será que há cura?

Fonte: Redação 

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