Publicado 26/09/16 às 16:56

Os julgadores patéticos do mundo virtual


Antes de começar essa postagem já digo de antemão que não sou adepto ao jornalismo de opinião. Preferimos trazer os fatos não  brincar de ser o dono da verdade. Nada contra quem trabalha dessa maneira. Segundo - não sou comissão de ética do jornalismo e nem tenho a pretensão de  criticar a matéria de ninguém. Aliás sou contra isso. Fui claro? 

Esse final de semana uma matéria de um policial dormindo em uma viatura policial no Lago Norte chamou à atenção. O militar foi filmado por um cidadão que o avistou em um posto de gasolina. Com a tecnologia e a informação na mão de todos querer ser justiceiro virou moda. Todos sedentos em posar de donos da verdade e da razão. Na internet todos viram juízem implacáveis os julgamentos precipitados viraram moda. Aliás ninguém deveria julgar o próximo. 

A pessoa que filmou o policial queria fazer justiça com o próprio celular e cometeu uma tremenda injustiça. O cidadão munido de seu dispositivo filmou o policial e mandou para a redação de um veículo de imprensa que só fez o seu papel. Respeito o trabalho dos colegas e não tenho críticas a tecer. 

Já o cidadão antes de apontar o seu celular julgador deveria ter ido tentar saber o que acontecia com o policial que estava em um sono profundo e sozinho. Ele podia estar passando mal. Não só isso ele corria riscos. Já pensou se algum bandido se aproveita da situação e o pior acontece? 

Pois é, conheço o personagem da história dos tempos que eu morava no Paranoá. O PM tem sérios problemas de saúde sofre com convulsões naquele dia estava passando mal. Ele dormia por esse motivo. 

O cidadão com seu celular julgador não se colocou no lugar do seu próximo, só tinha sede de fazer a tal justiça tola e cibernética. Não sabe ele que seu celular foi um instrumento de injustiça. Expôs um pai de família e profissional que mesmo com limitações de saúde se dedica ao seu trabalho e servir a sociedade.  E mais: o policial mesmo com essas limitações tira serviço voluntário uma especie de hora extra. 

Tomara que a Corregedoria da Policia Militar do DF não entre nessa esparrela e não puna o PM. Já ao policial vai aqui uma sugestão: cuide de sua saúde. Não vale a pena o senhor sacrificar sua qualidade de vida e ainda assim ser exposto. 

Ao justiceiro do celular dou outra dica -  reze - para que você nunca precise desse policial que o seu dispositivo móvel expôs a troco de nada. 

Está dito! 

Fonte: Redação 

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