Publicado 12/09/16 às 14:32

Briga pela Mesa e os ressentimentos

A crise política no Distrito Federal deve mexer na configuração da Câmara Legislativa. Com as denúncias de movimentos escusos atribuídos a presidente da Casa, Celina Leão (PPS), e aos demais integrantes da Mesa Diretora, acaba com um sonho da distrital: ela queria aprovar a emenda da reeleição. Assim, todos poderiam conseguir mais um biênio de mandato. Não deu certo.

Um nome para substituí-la é o de Agaciel Maia (PR). No entanto, essa pretensão deve esbarrar na fúria dos integrantes da Mesa. Explico: quando Juarezão (PRTB) foi alçado ao posto de vice-presidente da Casa, no lugar de Liliane Roriz, que renunciou ao cargo, todas as articulações nos bastidores foi de Agaciel. 

E essas mexidas estratégicas por Agaciel foram visto como traição entre os distritais atingidos pela Operação Dracon, da Polícia Civil. “Querem ver o capeta, mas não ele” confidenciou um deputado distrital.

Assim, Celina Leão não deve se acomodar com a situação. Pelo contrário. Ela e os integrantes da Mesa Diretora devem lançar o nome de Sandra Faraj (SD) para se opor ao de Agaciel  – é uma das principais conjecturas. Não se sabe ao certo se devem sair vitoriosos, mas vão para o embate. 

Será mais um capítulo na guerra entre a presidente afastada da CLDF e o governador Rodrigo Rollemberg.

De um lado, Agaciel e Rollemberg têm o chamado Blocão, que era formado por oito deputados. Acabou se fragmentando um pouco. Mas há também o PT que já fechou questão a dupla. Do outro, Celina, que possui uma forte influência na Casa e em seus respectivos parlamentares. 

Duas das questões que ficam, caso seja mesmo essa configuração, é se o ex-líder do Governo na CLDF, Júlio Ribeiro (PRB) irá se opor ao Buriti. E outra: se o Bp. Renato Andrade vai votar contra ao postulante a presidente Agaciel, que faz parte do seu partido, o PR. Só o tempo dirá.

Fonte: Redação 

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