Publicado 18/07/16 às 09:38

Coluna do Celson Bianchi


Celson Bianchi- A Polícia Civil está sucateada, como tem sido divulgado nos últimos dias?

Eric Seba- Não é verdade, temos uma das  Polícias mais bem equipadas do país, contamos com modernos equipamentos de investigação, viaturas novas, armamentos,  munições, coletes à prova de balas novos, novos policiais contratados, concursos em andamento e várias obras sendo realizadas.
Temos procurado investir cada vez mais em capacitação. Temos vários investimentos sendo feitos na polícia técnica, o que a tornará centro de referência da América Latina. Por óbvio, temos muito a melhorar, sempre lembrando que o sistema legal do País nos impõe condições e lapsos temporais que são extremamente complicados.

CB- É correta a exigência de que vai chegar o momento de que o senhor terá de escolher ficar ao lado do Governo ou da categoria policial?

Sou servidor de carreira, concursado, com 32 anos de trabalho na PCDF, e sempre defendi a Instituição e os servidores. Tenho trabalhado todos os dias pela manutenção da justa e indispensável paridade vencimental histórica com a Polícia Federal, que vem desde a época em que o Departamento Federal de Segurança Pública foi dividido entre Departamento de Polícia Federal e Polícia Civil do Distrito Federal. Confio no governador, a cuja equipe pertenço, e espero contar com a decisão política, inclusive do Governo Federal, para implantação da reposição salarial nos mesmos moldes do que for concedido à Polícia Federal. Nossos servidores não possuem benefícios como auxílio moradia ou plano de saúde, sequer podemos ter uma rubrica destinada ao pagamento de serviço voluntário gratificado, pois recebemos na forma de subsidio. Nossos vencimentos estão achatados e um policial que não tem a devida tranquilidade para dar condições dignas aos seus familiares, pode ter sua capacidade de trabalho comprometida.
Agora,  as pessoas confundem a forma de atuação e defesa dos direitos dos servidores e da instituição. Fui designado para dirigir a Polícia Civil do Distrito Federal e conduzi-la no sentido de bem servir à população, devendo ser minha atuação sempre pautada pela legalidade, pela  transparência e pela técnica. Jamais usarei subterfúgios para ludibriar ou induzir as pessoas a erro.

CB- A produtividade da PCDF caiu?

De forma alguma. Apesar das dificuldades quanto ao baixo efetivo e do equivocado discurso do caos, batemos recorde de prisões,  cumprimento de mandados de busca  e apreensões e instauração de procedimentos investigativos desde janeiro de 2025. Mais de seis mil bandidos foram presos no primeiro semestre deste ano pela Polícia Civil. Os jornais chegaram a dizer que vai faltar cadeia. Nossos servidores, apesar da defasagem salarial e do baixo efetivo, tem demonstrado um grande comprometimento com a sociedade, tanto no quesito quantidade quanto qualidade.
Ressalto que os concursados que estavam prontos para serem nomeados, serão todos nomeados até o mês de agosto. Hoje, temos curso de formação em andamento para Médico Legista, Papiloscopista e Delegado.
Estamos com o concurso para Perito Criminal em andamento e pretendemos abrir concurso para Agentes e Escrivães em breve. Estamos fazendo um planejamento para recomposição do quadro de forma gradativa, pois isso é qualidade de vida para os servidores e de produto final para a sociedade. Também registro que a defasagem de efetivo foi ocasionada ao longo de vários anos, principalmente em razão da inauguração de várias delegacias sem a devida previsão de aumento de efetivo.

CB-A que o senhor atribui essa produtividade?

À competência, dedicação e qualificação técnica dos nossos policiais, como também de todos os gestores, em todos os níveis, todos cumprindo o principal objetivo institucional,  que é a elucidação de crimes e a prisão dos criminosos, produzindo provas de qualidade, robustez e consistência para permitir ao Judiciário  a realização de um julgamento justo. 

CB-Quando os policiais dizem que vão trabalhar dentro da lei, o que isso significa? Eles normalmente trabalham fora da lei?

Na Polícia, por se tratar de um trabalho complexo e que não raras vezes é desenvolvido sem a possibilidade de uma previsibilidade plena, uma grande parte dos policiais acaba cumprindo uma cota de procedimentos que no conjunto se completam, mas que se misturam na busca de uma excelência do resultado final. Trabalhamos além de um horário comum de expediente,  realizamos diligências nos mais diversos horários e dias da semana, inclusive finais de semana e feriados. Sabemos que isso faz parte da árdua missão abraçada por quem escolheu ser policial e por tais motivos entendemos ser justa nossa  recomposição  salarial, assim como afirmo que quem enxerga a Polícia como um trabalho burocrático, de cumprir expediente sem sacrifícios e sem pensar na sociedade e no bem comum, escolheu a profissão errada. Ser policial é uma honra concedida a poucos, considero um verdadeiro sacerdócio. Em uma mensagem final, gostaria de agradecer a cada Policial Civil do DF que honra e cumpre a missão que lhe foi dada. Tenho orgulho de ser Policial (estrofe do nosso hino).


Regras

O deputado distrital Agaciel Maia (PR) apresentou projeto de lei, que dispõe sobre a inclusão de cláusula nos contratos de adesão aos serviços de telefonia fixa, de telefonia móvel e de banda larga móvel  no Distrito Federal, liberando do contrato de fidelização o consumidor no caso de má prestação de serviço por parte da empresa concessionária.

Regras 2

A empresa deverá incluir cláusula de rescisão contratual, sem ônus, por má qualidade do serviço, independente dos prazos de fidelização. Caberão as prestadoras de serviços referidos provarem o descumprimento de qualquer obrigação prevista no contrato, quanto à qualidade da prestação do serviço. De acordo com o "Cadastro Nacional das Reclamações Fundamentadas", divulgado pelo Ministério da Justiça (MJ), as operadoras de telefonia celular e fabricantes de aparelhos encabeçam a lista das insatisfações.


REFLEXÃO DO DIA

Na política, é a matemática que manda e não a ideologia. A eleição de Rodrigo Maia à presidência da Câmara é mais uma prova de como as forças políticas se aglutinam de forma muita mais eficiente CONTRA alguém do que a favor de alguém ou de alguma ideologia. Se unem num instante pela conta matemática, cumprem a missão e depois cada um para seu lado. Pelo menos o cosmos de Cunha foi estihaçado. Para isso, DEM, PSDB, PCdoB e PT tiveram de jogar no mesmo time. Matemática de arrepiar.

Samanta Sallum- Jornalista 

Fonte: Jornal Alô Brasília

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