Publicado 07/07/16 às 00:04

Coluna Celson Bianchi


Entrevista especial Marcos Woortmann - administrador do Lago Norte

O Viveiro Comunitário do Lago Norte, localizado na QL 4/6, vai celebrar no domingo (10), um ano de funcionamento. O viveiro foi a experiência, na prática, de que podemos confiar na generosidade das pessoas, como instrumento de governança, de algo que vai muito além de uma iniciativa do poder público, mas que, junta a comunidade em algo que é percebível pela própria comunidade como prioridade: o meio ambiente. O idealizador e administrador do Lago Norte, Marcos Woortmann, conversou com esta coluna sobre a criação do espaço verde. 

Celson Bianchi- Como surgiu a ideia de criar o Viveiro Comunitário do Lago Norte?

Marcos: A ideia de criar o viveiro surgiu de uma percepção que é necessário todos fazerem sua parte em torno da prevenção às mudanças climáticas.  E também de um  aumento da qualidade de vida do bairro  do Lago Norte, da cidade de Brasilia e do pais, como um todo. O governo tem a sua prioridade, o seu papel de trabalho nas áreas públicas, mas nós percebemos que muitas pessoas para plantarem árvores dentro das suas casas só precisam de um pequeno estímulo. O viveiro nasceu com essa primeira ideia. Outra coisa importante também, é por ser um viveiro comunitário e não comercial, é estimulado o convívio entre as pessoas por meio de atividades e oficinas, e isso faz com que as pessoas comecem a pensar  o território para elas mesmas. Então, vizinhos conversam com vizinhos e começam a planejar, por exemplo, arborizar as suas ruas, isso é algo também que a gente percebeu como um potencial e que tem-se de fato, sido desenvolvido. 

CB- O viveiro tem a finalidade de distribuir mudas de árvores do Cerrado. Além desta proposta, tem outras atividades?

O viveiro tem uma finalidade pedagógica muito grande, e essa é uma missão tão grande quanto a produção das árvores, porque não é apenas o plantar as árvores o principal objetivo, mas o plantar a percepção de que é fácil fazer, que as pessoas podem fazer, de que criar viveiros é fácil, plantar árvores é fácil e além de ser fácil é muito prazeroso. Então essa finalidade educacional  é de tão grande importância, quanto o ato de plantar as árvores. 

CB- Qual o balanço deste primeiro ano de funcionamento do viveiro do Lago Norte?

Em número de árvores temos quase 20 mil mudas doadas já, cerca de 40 mil mudas em produção, foram quase 700 pessoas atendidas e algumas nascentes reflorestadas. Mas, o que é o mais interessante e o maior produto do viveiro, de fato, esse é difícil de medir, que é o impacto na vida das pessoas, o impacto na atitude perante a responsabilidade de cada uma delas com o meio ambiente. Isso para nós tem sido o maior resultado que a gente percebe. O viveiro também foi um exemplo divulgado no Congresso Nacional de Vida Sustentável e tudo isso, é resultado, é reconhecimento  deste trabalho e do engajamento da comunidade. 

CB- Será lançada a  Associação Amigos do Viveiro. Qual é a proposta da Associação junto a Administração Regional nas atividades do espaço?

A Associação Amigos do Viveiro é um instrumento para que aqueles voluntários que já atuam, possam ter um meio a mais de se organizarem. Nós sabemos que o papel da sociedade civil é muito central numa nova forma de fazer política que enxerga o público não como do governo, mas como de todas as pessoas, na qual o governo tem responsabilidades muito claras, mas também a comunidade tem direito de decidir e de fazer a gestão do espaço púbico. A Associação  vem trazer uma formalidade e como isso se traduz,por. exemplo, na organização de saídas de campo para coletar sementes, na facilitação de organizar a vinda de escolas para oficinas pedagógicas, para organizar mutirões. Tudo isso em parceria com a  Administração Regional, mas com toda autonomia que nós queremos que a sociedade precisa ter, e é isso que traz vida para a atuação comunitária, a liberdade das pessoas poderem atuar perante aquilo que é público, pois aquilo que é público é delas.  

CB- Quais os trabalhos mais importantes que o Viveiro realizou e qual é o resultado final que vocês esperam?

O trabalho mais importante do viveiro é de mudança de consciência, este o mais importante. Geração de vínculos entre as pessoas e de ter o resultado das árvores plantadas, das nascentes recuperadas como exemplos que se propaguem, que possam inspirar outras ações e grupos como nós sabemos que já nasceram outros viveiros, vindos deste primeiro projeto. Já são cinco e nós estamos muito felizes com isso. 


GIRO RÁPIDO

- O Detran já gastou em 2016 cerca de R$ 1,1 milhão em conta de celular usados pelos diretores;

- Para pagar os Correios o Departamento de Trânsito desenbolsou em seis meses R$ 11 milhões;

- A propósito, a Infosolo, citada inúmeras vezes na Caixa de Pandora, continua prestando serviços ao Detran. Neste ano recebeu R$ 251 mil;

- Por falar em pagamentos, o maior recebedor do GDF em 2016 até o momento é a Viação Marechal, com R$ 63 milhões;

- A segunda empresa que vai receber  repasses também é do transporte: a Pioneira, com R$ 59 milhões;

- Em seguida aparece a Sanoli, que fornece alimentação hospitalar, com R$ 57 milhões. E a Brasfort, responsável por vigilância de prédios públicos, com R$ 53 milhões;

- Em se tratando de arrecadação, neste ano já entraram R$ 14 milhões nos cofres do GDF. Somente em ICMS foram R$ 3 bilhões;

- O PT já sinalizou que Wasny de Roure deve ser um dos candidatos a senador pelo partido em 2018.



Denúncia

O fato de alguns estudantes da rede pública de ensino estarem sem transporte escolar é alvo de representação do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas do Distrito Federal. Procuradores receberam denúncia de que, diante desta situação, a Secretaria de Educação estaria descumprindo dever constitucional de promover o acesso universal à educação.


Denúncia 2

Ainda sobre o Tribunal de Contas, outra representação do Ministério Público pede que seja examinada a legalidade de repasses da Secretaria de Cultura e do Fundo de Apoio à Cultura a entidades cujos sócios detêm relação de parentesco com servidores daqueles órgãos.

 Vitória 

O Tribunal de Justiça do DF  rejeitou na  segunda-feira (4) ação contra Decreto sobre provimento de cargos de policiais Bombeiros e Militares. Com isso, o Decreto continua válido e gerando efeitos. Uma vitória de extrema importância que é resultado de muito diálogo e construção coletiva beneficiando diretamente mais de 800 policiais.

Vitória 2 

 Ao longo dos últimos quatro anos, o deputado Wasny vem promovendo uma série de reuniões com representantes do segmento junto ao GDF para tratar do tema, como por exemplo: na Procuradoria Geral do DF, com o Comandante da PMDF e  do BMDF, com o próprio governador Rollemberg, dentre outros. Uma vitória para muitas famílias que viviam anos de angústia. 

Vitória 3 

Durante o julgamento, dez Desembargadores do Conselho Especial do TJDFT, acolheram questão preliminar ao mérito, e não admitiram a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), que questionava o Decreto Distrital 35.851/14. O Decreto teve como objeto o provimento e a efetivação de policiais e bombeiros militares no serviço ativo do Corpo de Bombeiros Militar da Polícia Militar do DF. O MPDFT ajuizou Ação Direta de Inconstitucionalidade argumentando que a lei seria inconstitucional, pois permite a efetivação de candidatos não recomendados em alguma das etapas do concurso público e que tomaram posse por força de decisão judicial, afrontando a LODF e a CF.

Vitória 4 

 O Governador e a Procuradoria-Geral do Distrito Federal defenderam a constitucionalidade da norma e alegaram preliminar de não cabimento da ação.  A maioria dos desembargadores entendeu que a preliminar alegada deveria ser acolhida, pois o decreto não se enquadrava nos requisitos exigidos para ser analisado em ação de inconstitucionalidade.

REFLEXÃO DO DIA

Estive, no Ministério Público, com a deputada Telma Rufino, o advogado Markyllwer Goes e moradores da chácara 200 de Vicente Pires. A reunião foi com o promotor de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística, Denio Augusto de Oliveira Moura, e a procuradora Cintia Costa da Silva. Buscamos, juntos, uma alternativa para a situação que deixa muitas famílias inseguras com as derrubadas na região.

Celina Leão (PPS)- presidente da CLDF

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