Publicado 27/06/16 às 00:04

Coluna do Celson Bianchi

Três perguntas para... Jaime Recena (secretário-adjunto de Turismo)

Com apenas 35 anos, você acaba de assumir a presidência do PSB, o partido do governador Rodrigo Rollemberg. Você está pronto para esse desafio?

Não acho que é a idade que define a capacidade das pessoas — o que define a capacidade é a vontade de fazer, a transparência e a ética. Por isso, aceitei com muita naturalidade. Acho que é o momento. Acredito no PSB, acredito nas bandeiras do partido. Sou militante do partido há muitos anos e comecei a trabalhar e ter responsabilidades desde cedo. O desafio é grande, mas minha disposição e compromisso são maiores. 

Dá para conciliar a presidência com a Secretaria-adjunta de Turismo, ainda mais nas vésperas dos jogos olímpicos?

A atividade partidária pode ser realizada tranquilamente com a posição que ocupo no governo. É importante a gente perceber ainda que partido não se faz sozinho, tem uma executiva que colabora, militantes… Todo um grupo de pessoas que está à disposição para colaborar e mostrar para a sociedade a importância de se acreditar na política. E sobre o Turismo, foi um pedido do governador e estou aqui para trabalhar. 

Como pretende ajudar o governo Rollemberg agora também nessa nova função?

Acredito que o é o momento de empoderar mais as mulheres dentro do partido e também os jovens, que passaram a desacreditar na política e podemos resgatar isso e mostrar o lado bom de se trabalhar pelo todo. Defendo também aproximar a agenda da legenda com a do governador, com as dos atores deste governo. Eu posso ajudá-lo muito, principalmente na interlocução com os outros partidos e auxiliando no trabalho de interlocução com a Câmara Legislativa e Congresso Nacional. Também espero colocar a militância com voz ativa nas decisões. Acho que esse é um papel importante que eu, enquanto presidente do partido, vou trabalhar muito para alcançar.

Minerva
Mesmo de licença médica devido a uma cirurgia, a vice-presidente da Câmara Legislativa, deputada distrital Liliane Roriz (PTB), foi ao plenário da Câmara Legislativa para votar o segundo turno do projeto de lei que regulamenta aplicativos de transporte individual executivo, como o Uber. Liliane – que é contrária à quando a Emenda n° 65, que limita  a quantidade de motoristas de aplicativos à metade da frota de taxistas — seria o voto que empataria a votação em 12 a 12 e que daria a vitória ao Uber, já que o voto de minerva seria dado pela presidente da Casa e, como conhecido, é da mesma posição da trabalhista Liliane Roriz.

Minerva 2

Quando o projeto do Uber foi colocado em pauta, estavam presentes os 24 deputados distritais. Porém, em uma manobra para evitar a derrota – e manter a emenda prejudicial ao Uber -, os 12 deputados que defendem os taxistas inviabilizaram a votação, saindo do plenário.

Registro

Acompanhado por um grupo de servidores da Caesb, que estão em greve, o deputado Wasny de Roure foi recebido pelo governador Rodrigo Rollemberg na sexta-feira(24). Wasny intermedia uma saída para o movimento grevista que começou no último dia 18.

Livres

O Tribunal de Justiça do DF decidiu, por unanimidade, suspender a ação de improbidade administrativa contra o ex-chefe da Casa Militar coronel Rogério Leão e seu assessor Major Túlio Kayson no episódio de reintegração do ex-deputado Marco Lima na Polícia Militar do DF. Eles foram retirados do polo passivo na ação proposta pelo Ministério Público do DF. Os desembargadores entenderam que os militares não agiram com dolo em seus atos e apenas deram despachos de encaminhamento do processo da Procuradoria-geral do DF para a Consultoria Jurídica do GDF.

Não está livre!

No caso do ex-governador Agnelo Queiroz (PT) e do advogado Paulo Guimarães, ex-consultor jurídico do governo, a ação de improbidade administrativa prossegue, segundo o entendimento da 6ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do DF. O Ministério Público do DF questiona o parecer de Guimarães pela reintegração do ex-deputado Marco Lima à Polícia Militar. A Procuradoria-geral do DF havia se pronunciado contra o ato, mas Agnelo seguiu a posição da Consultoria. Marco Lima foi desligado da corporação em 1992 por questões disciplinares. Dois anos depois se elegeu distrital. Vinte anos depois, voltou à PM e recebeu R$ 1 milhão em salários retroativos.

Aumentou 

Desde que estourou a chamada operação Caixa de Pandora, que o brasiliense tinha a sensação de que finalmente a panaceia pra combater a corrupção tinha chegado, e os 100 milhões desviados pelo Delator, segundo sua afirmação, seriam devolvidos.  Seis anos e meio depois, uma nova operação, agora da Polícia Civil aponta um rombo de 250 milhões nas administrações regionais do GDF. São duas vezes e meia a Pandora. 

Reflexão do dia 

O desgoverno de Goiás tenta vencer a realidade no grito. No discurso, ajuste fiscal. Na vida real, Estado quebrado.

Daniel Vilela ( PMDB)- deputado federal-GO

ZapZap
 
Copyright © 2015 - Todos os direitos reservados