Publicado 06/06/16 às 14:50

A via crucis de Arthur

Por Elton Santos/Guardian DF
Arthur tem 1 ano e 10 meses. Mas desde que nasceu não conheceu o quarto, que carinhosamente, sua mãe Antônia Gomes, de 27 anos, preparou. Foram dois os motivos para que isso ocorresse. O primeiro: o bebê nasceu com paralisia cerebral por falta de oxigênio no cérebro. Embora com as consequências físicas, o problema até que foi superado.
Mas há outro imbróglio que parece ser bem mais complexo: a letargia do governo, que consequentemente incorre na desobediência judicial. Arthur está até hoje no hospital onde nasceu. A Família quer leva-lo para casa. Ainda não conseguiu. Pediu à Secretaria de Saúde o sistema de Home care – que é assistência médica domiciliar. No rito normal não obteve. Precisou, então, acionar a justiça.
Depois de recorrer ao judiciário, a mãe conseguiu o direito de levar o filho para a casa, desde que com toda a devida instalação do home care. O prazo estipulado era para 29 de fevereiro. Mas já se passaram mais de 4 meses, e nada. A Defensoria Pública determina, desde abril de 2015, que o GDF coloque o equipamento na casa de Antônia, em Ceilândia.
O problema foi tema de uma reportagem publicada pelo site G1, em 31 de março passado, quase um mês depois da data imposta pela justiça. Segundo a matéria, a Secretária de Saúde “informou que o processo para contratação de assistência intensiva em casa para o menino já estava finalizado, aguardando a assinatura do contrato por parte da empresa ganhadora da licitação”.
Havia uma previsão, pela Secretaria na própria reportagem do G1, de que Arthur iria para casa dentro de 15 dias. Iria. Até hoje o pequeno permanece no Hospital Regional da Ceilândia, distante da família. A mãe “mora” com ele HRC e teve que deixar o emprego para acompanhar s criança.
Em contato com a reportagem, Antônia diz que acionou a justiça novamente. Há duas semanas. Obviamente para pedir que a SES cumpra a decisão judicial e dê uma chance de Arthur conhecer sua casa, sua gente, sua família.
Guardian DF entrou em contato com a Secretaria de Saúde para saber se havia previsão de quando o home care seria instalado na casa de Antônia e Arthur, enfim, iria para casa.  Veja a resposta da Secretaria aqui.

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