Publicado 17/09/15 às 11:59

"A relação com a Câmara tende a piorar," afirma distrital


O aumento de impostos anunciado pelo Palácio do Buriti esta semana ecoa entre os deputados distritais. A reportagem deste blog fez algumas perguntas para Bispo Renato (PR) e foi prontamente atendida. O parlamentar fez questão frisar que a relação entre a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) e o Governo é péssima. Se o teor da entrevista se confirmar, o Bispo é dos parlamentares que irá votar contra o governo. 

Acompanhe: 

Rádio Corredor  -  Qual a sua opinião sobre o aumento de impostos. O senhor é a favor ou não? 

Bispo Renato - Sou frontalmente contra qualquer tipo de aumento de impostos, pois a carga tributária no DF é altíssima e já fere de morte o contribuinte. Novos aumentos irão inviabilizar de vez a economia da cidade.

RC - O deputado acha que o aumento de impostos passa no plenário da CLDF? 

BP - Espero que a Câmara não aprove o pacote da maldade do Governo. É preciso buscar alternativas, tais como: desburocratizar o Estado; agilizar a emissão de alvarás de construção e habite-se, em especial para os grandes empreendimentos (o que faria entrar R$100 milhões nos cofres públicos. Isso só em Taguatinga, por exemplo); trabalhar para receber ativos na dívida ativa, etc.

RC A relação entre CLDF e Rodrigo Rollemberg começou de forma errada como é ventilada nos bastidores? 

BP - A relação com a Câmara nunca foi boa. O Governador e boa parte de seus assessores marginalizam o papel do parlamentar e, além disso, ainda privilegiam alguns deputados em detrimento de outros, como se na CLDF tivessem classes diferentes de deputados. Não se governa com mágoa no coração!

RC - O senhor acha que a relação entre a Câmara e Buriti tende a melhorar ou piorar no futuro? 

 BP -  A relação com a Câmara tende a piorar, pois, passados oito meses o governador não estabeleceu um diálogo de respeito com os parlamentares. Disse que conversaria com todos os deputados,  mas muitos têm sido simplesmente ignorados,  o que leva o acirramento dos ânimos, pois todos são representantes do povo, legitimamente aprovados pelas urnas. O governador pode não concordar com o posicionamento de todos os deputados distritais, mas deve respeitar o Parlamento e seus representantes.

RC - O senhor acha que o governador deveria ouvir mais os deputados distritais? 

BP - O governador deve e precisa ouvir mais os deputados. Ele precisa entender que o que se debate no parlamento não é acerca de pessoas, e sim sobre ideias e projetos. Quando você não entende que não se resolve pessoas e sim problemas,  a crise só aumenta, pois cada deputado tem muito a contribuir com o desenvolvimento do DF.

RC -  Na reunião com os deputados distritais ocorrida nesta terça-feira (16) o senhor esteve frente a frente com Rodrigo Rollemberg. O governador lhe convenceu? 

BP -  Eu não tive o privilégio de estar frente a frente com o governador, portanto,  não tive a oportunidade de ser convencido por ele. Jamais me neguei a dialogar com o governador Rollemberg. Eu simplesmente não tenho sido chamado ao diálogo. Na roda de conversa do governador, por exemplo, tenho sido pessoa não bem-vinda, apesar de não saber as verdadeiras razões, pois sempre tratei com muito respeito o governador Rodrigo Rollemberg.

RC O senhor acha que daria para sair da crise sem aumentar impostos?

BP -  Claro que dá para sair da crise sem aumentar impostos. Isso pelas razões acima mencionadas.

RC - Afinal de contas, Bispo Renato é situação ou oposição? Seu posicionamento político nunca foi claro.

BP - Meu posicionamento político sempre foi muito claro, prova disso é que sou líder da minoria na CLDF. Inclusive, estamos preparando um almoço, onde nosso grupo vai discutir algumas propostas a serem apresentadas ao governo. Jamais serei oposição ao DF e nem às pessoas. Sou um debatedor de ideias e projetos. Caso sejam bons para sociedade, terão meu apoio. E caso sejam ruins, terão minha oposição. Eu não tenho direito de exigir participar de um governo que não ajudei a eleger. O Rollemberg sempre teve e sempre terá meu total respeito.

Fonte: Redação 

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