Publicado 12/06/15 às 10:48

O que muda com a saída do chefe da Casa Civil



Informações Eduardo Brito, Alto da Torre - Jornal de Brasília 
Conhecendo de longa data o ex-chefe da Casa Civil, o senador Cristovam Buarque (foto) acredita que a saída de Hélio Doyle terá dois efeitos imediatos. “Em primeiro lugar”, afirma, “o governador Rodrigo Rollemberg ficará mais forte, aparecerá mais e de forma positiva, o que é muito importante para o Distrito Federal”. Cristovam não conhece pessoalmente o sucessor Sérgio Sampaio, mas acredita que “não chegará ao cargo com a força, nem com a voracidade de poder do Hélio Doyle”.

Relação mais direta com o governador
Cristovam acredita que se seguirá um segundo efeito. A Casa Civil será menos centralizadora. Do ponto de vista administrativo, fará mudança enorme. “Os outros secretários terão relação mais direta com o governador, contarão com liberdade maior e ficarão mais confiantes”, aposta o senador. Cristovam arrisca até uma comparação. Acha que ocorrerá algo semelhante ao que se passou no governo Lula quando o ministro José Dirceu foi obrigado a deixar o cargo. 

Advertência aos pares 
A esse respeito, lembrava-se ontem no Buriti o momento em que se evidenciou que havia por lá um secretário mais igual que os outros. Todos os demais ocupantes de cargos do primeiro escalão receberam — como revelou a coluna — um puxão de orelhas do chefe da Casa Civil. Advertia os secretários para que não consultassem mensagens de celular durante as reuniões da equipe ou as entrevistas conjuntas. O pior do incidente é que todos sabiam a quem se dirigia a admoestação. O alvo era outro secretário da casa, muito próximo a Rollemberg. Até hoje o agredido acha que o gesto se deve a ciúmes e à intenção de demonstrar quem é que mandava no pedaço. 

Não é por acaso
Não por acaso, as principais críticas do ex-chefe da Casa Civil ao governo de que fez parte se referem às relações com a Câmara Legislativa e à interface com a sociedade civil.

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