Publicado 09/03/15 às 18:52

Presidente do DEM critica declaração de Dilma sobre "terceiro turno da eleição"


O presidente nacional do Democratas, José Agripino (RN), criticou nesta segunda-feira (9) declaração da presidente Dilma Rousseff, feita após cerimônia no Palácio do Planalto, de que o “terceiro turno da eleição presidencial é ruptura da democracia”. Segundo o parlamentar pelo Rio Grande do Norte, ao contrário do que afirma o Executivo, quem insiste na tese do terceiro turno é o próprio governo, não a oposição.

“Quem está falando em terceiro turno é o governo. Nós não estamos falando em terceiro turno hora nenhuma. Não passa pela nossa cabeça atitude de subtração do mandato da presidente Dilma. Quem fala nisso repetidas vezes é o próprio governo baseado, seguramente, em nada que nos diga respeito”, destacou o senador.

Ainda após a cerimônia, a chefe do Executivo disse que o primeiro e segundo turnos da eleição presidencial acabaram e que falar de terceiro turno é falar de ruptura da democracia. Dilma Rousseff afirmou ainda que as manifestações marcadas para o próximo domingo (15), em diversos estados brasileiros, são legítimas.

Para Agripino, a afirmação da presidente sobre o direito de manifestar de cada cidadão mostra um contrassenso entre o que o PT diz e faz. “A presidente Dilma entender que as manifestações são legítimas é um contrassenso ao que o PT diz: por um lado, que a oposição está fomentando as manifestações. Por outro, a presidente, que também é do PT, diz que as manifestações são legítimas. Que elas são legítimas, são, e são propriedade da indignação dos homens e mulheres do Brasil”, destacou Agripino.

Em relação ao movimento conhecido como “panelaço”, que tomou conta de algumas cidades brasileiras durante pronunciamento da presidente da República na noite deste domingo (8). 

 José Agripino lembrou que esse é um fato novo no país e, por isso, não pode ser minimizado. “Minimizar a manifestação maciça de brasileiros durante um pronunciamento de uma presidente em rádio e televisão é não entender o ineditismo do fato. No Brasil, nunca se viu isso: enquanto um presidente fala, a população se manifesta pacificamente de dentro das suas casas. Dizer que isso é um movimento pequeno é subestimar aquilo que, Deus nos livre, pode estar por vir”, frisou Agripino. 

Fonte: Redação

ZapZap
 
Copyright © 2015 - Todos os direitos reservados