Publicado 20/02/15 às 11:25

Até quando os “pensadores de plantão” farão a nossa sociedade refém?







Não sei o que está acontecendo em Brasília e muito menos com a Segurança Pública de nossa capital. Outrora referencial nacional e, em alguns casos, até internacional.

A cada dia que acesso os meios de comunicação para verificar as notícias, tenho o desprazer de ler matérias voltadas para a Polícia Militar, em especial, creditando a mesma toda e qualquer culpa pelos altos índices de criminalidade e, pasmem, por tudo de ruim que está acontecendo.

Ora bolas, vamos deixar a hipocrisia de lado e falar sério?

Há poucos dias, mais precisamente na madrugada de domingo (14), houve mais uma “bagunça autorizada” pelo governo, de foliões no Balaio Café, na 201 Norte. Na ocasião, o evento para o qual havia uma determinação de horário para o início e o fim, acabou em confusão porque alguns “baderneiros” que se acham donos da verdade e das ruas de nossa capital, simplesmente resolveram enfrentar a polícia, que ali estava para dar segurança e fazer cumprir a lei, e estenderem a baderna até a hora que bem entenderam.
Resultado: Uso progressivo da força! Tenho certeza de que nosso Secretário de Segurança sabe muito bem o que é isso.

Hoje, ao ler novamente as notícias, notei que a Corregedoria da PMDF e da PMGO resolveram abrir investigação para apurar as condutas dos policiais das corporações no incidente ocorrido, também, na madrugada de domingo na BR 020, onde dois veículos colidiram vitimando 6 pessoas. 

Segundo a reportagem, um dos veículos envolvidos era produto de furto (um Siena furtado dia 05/02 e com placa clonada conduzido por menor) e estava fugindo de uma perseguição policial. Na reportagem do portal G1, diz o jornalista que os policiais zombavam de um dos jovens que agonizava. A confirmar tal ato, evidente que esses policiais não são dignos de suas fardas, mas daí virar o foco da reportagem foi absolutamente ridículo e distorce os fatos.

 Se o veículo era furtado, provavelmente não estava sendo conduzido por nenhum trabalhador e pai de família, e sim por vagabundos, meliantes e marginais, travestidos na condição de "menor infrator". Ao fugirem da perseguição assumiram o risco de matar e, infelizmente, foi o que aconteceu. Agora questiono: Onde encontravam-se os pais desses jovens marginais que estavam em um carro roubado? Porque a família se absteve de fazer o seu papel de educar e fiscalizar?

 Portanto, vamos voltar ao princípio e buscar toda a verdade e não continuar esse sensacionalismo midiático que a cada dia torna as instituições e integrantes das forças policiais de todo país motivos de críticas e chacotas. Além de alvos dos bandidos que combatem para proteger esta mesma sociedade que tanto critica as nossas polícias.

Há muito que percebemos que a voz de marginais tem tido um peso maior do que a dos Agentes da Lei. Se nossas autoridades constituídas não tem a coragem de dizer a verdade, com certeza teremos alguém que fará isso por eles, nem que seja sem o mesmo poder dos grandes meios de comunicação. Nem que para isso os blogs e sites “alternativos”, como eles adoram nos chamar, tenham que fazê-lo. 

E olha que hoje a “mídia convencional” está perdendo notoriamente espaço para esses meios de comunicação, talvez por isso a insistência em produzir matérias sensacionalistas, feitas por jornalistas que esquecem a sua verdadeira função social de apurar e informar corretamente a sociedade, pois ela o fez o seu porta voz, com o único objetivo de vender jornais e alimentar os egos de “pensadores, intelectuais e moderninhos disfarçados de pensadores sociais” atores descompromissados com a realidade em uma parcela significa e hipócrita de nossa sociedade.

Mas a mesma mídia que bate, assopra. Assistindo ao DFTV 1ª Edição de hoje (19), vi uma reportagem sobre o trabalho do Bavop, da PMDF. Muito boa por sinal, mas esqueceram de perguntar por que o efetivo de utilização das aeronaves é insuficiente para colocar as 5 aeronaves no ar todos os dias.

Mas eu explico: hoje, segundo levantamentos junto a tropa, temos formados na Polícia Militar 28 pilotos PRAÇAS, que podem operar aeronaves de outras instituições tipo o IBAMA (cedidos, claro), mas que não podem pilotar nossas aeronaves. A razão é simples, e absurda, diga-se de passagem. Porque um PRAÇA não pode ser piloto e comandar um OFICIAL à retaguarda! 

Parece brincadeira isso, não é verdade? No momento que a segurança pública é uma necessidade urgente da população, atos internos e normativos ameaçam a possibilidade de diminuição da criminalidade por pura vaidade militar. Com esses pilotos em atividade teríamos condições de colocar equipes 24 horas no ar, se necessário fosse.
Alô Governador e Secretário de Segurança!!!!

Ah, só a título de informação, a TRADIÇÃO impera inclusive nas Forças Armadas. Quando a Marinha do Brasil resolveu adotar sua esquadrilha aérea, a Aeronáutica se recusou a formar os pilotos da Marinha, tendo os mesmos sido formados na Argentina. Isto é Brasil!

É bom que fique bem claro uma coisa a todos, mídias, sociedade, autoridades e principalmente aos marginais, sejam engravatados ou não, de que os integrantes da Polícia Militar não serão os “Bodes Expiatórios” dessa falta de planejamento estratégico e operacional protagonizado por pessoas que não têm “rumo e nem prumo”. Após quase 60 dias de governo o que temos visto é a continuidade, ou seja, mais do mesmo, com ações inócuas, pirotécnicas e já conhecidas dos marginais, que não traduzem nenhuma sensação de segurança à população. 

Para evitar isso, basta que as autoridades constituídas saiam de seus gabinetes refrigerados e dêem uma passadinha pelas ruas ouvindo a comunidade, assim como nós fazemos.

O que se ouve pelos corredores das polícias não é nada favorável ao novo secretariado do governador Rollemberg, e no caso da segurança pública as opiniões são mais duras ainda. Segundo ouvi de alguns policiais, praças e oficiais, que obviamente manterei no anonimato, a afirmação foi categórica: “não precisamos de teóricos, necessitamos de técnicos e com muita, mas muita experiência, principalmente no confronto do dia-a-dia”.

O recado está dado e de forma dura, como deseja a nossa sociedade e como só assim entendem os marginais: segurança requer conhecimento, capacitação e treinamento permanentes, além de valorização salarial. Ou seja, nada que apenas os livros possam resolver, por mais pesados que sejam e mesmo que atirados na cabeça de marginais. Neste caso, senhor Governador, apenas o conteúdo acadêmico sobre este tema criará um verdadeiro bumerangue, que não cairá apenas sobre o seu governo, mas, também na cabeça de nossa sociedade já historicamente refém dos “pensadores de plantão”!

Fonte: Blog do Poliglota 

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