Publicado 18/02/15 às 16:42

Aperto financeiro fez o carnaval de Brasília descobrir a sua vocação

Foto: G1/DF
Enfim acabou o carnaval, agora sim as coisas no Brasil voltarão a funcionar. Mas, voltando a Brasília, o carnaval deste ano deixou um legado e tanto para quem prefere passar as festividades em terras candangas. 


Brasília mostrou ser a capital dos blocos de rua. Mesmo sem verbas públicas, os eventos fluíram tranquilamente. Posso afirmar que a animação foi muito maior do que no ano passado. Em 2014, o derramamento de verbas públicas para esse tipo de evento foi farta. Já em 2015,  a realidade foi outra, o aperto financeiro nas contas públicas obrigou os organizadores, a usarem a criatividade. Nesse quesito, os produtores mereceram nota 10. 

Não sou contra a destinação de verbas públicas para o carnaval, mas esse  ano mostrou que a festa consegue ser realizada com muito menos dinheiro público do que era empregado em anos anteriores. Não tenho dúvidas que muita coisa errada acontecia por debaixo dos panos, por isso o tanto de dinheiro. Não é mesmo? 

O governador Rodrigo Rollemberg acertou sem querer e em cheio. O ato de fechar os cofres públicos para a folia de Momo se mostrou acertada. E, essa medida não desgastou em nada a sua imagem, muito pelo contrário, fez o carnaval de Brasília ser ainda mais brilhante. 

Já o pessoal das escolas de Samba precisam ligar o alerta, o carnaval no Plano Piloto sobreviveu bem sem os desfiles. Os foliões, em sua maioria, não sentiram a mínima falta, mas os foliões da Ceilândia, sim. 

Não sei porque os dirigentes dessas agremiações torcem tanto o nariz para a Ceilândia. Os diretores dizem que é a distância, mas eles deviam saber que para levar alegria não há distância. 

Na Ceilândia, as escolas de sambas do DF ganharam destaque a nível nacional. A Ceilândia se mostrou uma cidade com vocação para essas agremiações. Na época dos desfiles, um público de até 100 mil pessoas compareciam. Os diretores dessas escolas de samba precisam rever os seus conceitos. 

Resumo da ópera: Um governador sortudo e  uma vocação descoberta.

Por Odir Ribeiro 

Fonte: Redação

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